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 Ao Som Da Escuridão - Capítulo One-Shot [Livre]

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MensagemAutor
31032013
MensagemAo Som Da Escuridão - Capítulo One-Shot [Livre]


Gêneros:
Amizade, Shonen-ai


Capítulo Único


Tudo aquilo estava ficando chato para si. Decidiu, então, pegar uma bolsa e enfiar alguns salgadinhos dentro. Ouviu os passos fortes de alguém que se aproximava, e ele sabia exatamente quem era. Passou a ser mais e mais rápido.

–EI, HARU, O QUE ESTÁ FAZENDO? – A porta se abriu, mostrando o rosto severo do mais velho.

O garoto olhou para seu avô e fez uma careta, em puro insistindo infantil que tinha.

–Não enche, seu velho – Abriu a janela e saltou.

–EI – O mais velho gritou, mas já era tarde de mais, Haru se agarrou em um galho, ganhou impulso e se prendeu ao tronco da árvore, por onde desceu. – VOLTE AQUI, SEU MOLEQUE! – Disse, balançando a bengala no ar.

O moreno sorriu e mostrou a língua. Correu com todas as forças. “Nem vem que não tem, velho chato” Pensou, descendo as escadas do templo. Achara um saco o pai lhe mandar passar as férias na casa do avô, no Japão. Afinal, qual era o problema de deixá-lo nos Estados Unidos, onde era menos complicado? Lá ele tinha sua própria cama e tinha sua melhor amiga, a Mary. Mas, não, tinha que ficar em um templo mofado, junto seu avô, que o forçava a ser disciplinado e limpo, como se ele pudesse ser o que ELES queriam que fosse.

O ar frio balançou seus cabelos negros, e a escuridão da noite escondia seus olhos extremamente azuis. Olhou um, duas, três vezes antes de atravessar a rua movimentada. Não era nenhum destaque, não era o melhor em tudo, nem o pior em nada; sua personalidade não era a mais agradável, nem a mais insuportável. Não era o mais alto e inteligente. Não tinha muito amigos, mas os poucos eram preciosos para si. Mas, principalmente, não tinha mãe, o que tornava seus dias solitários em casa, quando não havia mais ninguém para brincar. O pai sempre trabalhando e ocupado, solteiro e não tivera mais nenhum filho, sem ser ele, Haru Takuro. Aquilo tudo era um saco... Mas ele não gostava da tristeza, ela lhe fazia mau; trazia lembranças indesejadas e podres; era por isso que sempre gostava de mostra seu sorriso contagioso e infantil.

Gostava da noite, pois tudo nela lhe surpreendia. As pessoas pareciam agir diferente, as coisas ERAM diferentes; podia se sentir livre por um momento, esquecendo todas as preocupações. Esbarrou em algumas pessoas no meio da multidão, o que gerava raiva entre os adultos... Raiva? Frustração? Ódio? Rancor? Manipulação? Falsidade? Será que eram todas incluídas naquele mundo aonde eles vivião? Será que se tornaria frio feito aquelas pessoas ao seu redor? Elas mal se encaravam, algumas nem sentira sua presença ali. Tinha medo daqueles sentimentos, não queria perder sua alegria, temia nunca mais correr como corria naquela hora.

Ofegante, entrou em uma parte mais escura das ruas do bairro, sairá daquele tumulto todo que lhe mexia a cabeça, tomando-lhe um pedaço de sua sanidade. Apoiou as mãos nos joelhos, observando o pequeno esconderijo, que não passava de um parquinho aberto com brinquedos velhos, mas que tanto adorava. Caminhou vagarosamente, tentara recuperar as forças que foram tomadas.

Seu sorriso desapareceu quando viu a figura escura presente. Serrou os punhos. Quem ousava roubar seu lugar? Bateu os pés até o ultimo balanço do parque. A pessoa era, obviamente, mais velha. Mas ele não temia. Aquele era SEU lugar à noite! Pouco a pouco a imagem foi ficando mais clara para seus olhos. Era um menino. Aparentava ter 16 anos, não, 15! Os cabelos castanhos claros cortados de um jeito estranho e os olhos... Rubros? Não, a visão lhe pregara uma peça, estavam mais para castanhos, é, só poderia ser dessa cor. Usava um simples jeans e uma camisa branca com uma jaqueta azul marinho por cima, mas que o deixava bem arrumado.

Quem é você? – Falou Haru, em japonês.

–As estrelas não são lindas? – Disse o estranho, quase que ignorando a pergunta.

–O que? – O menor olhou para ele, erguendo uma sobrancelha. Como ele ousava lhe ignorar? –Você pirou cara?

Foi quando percebeu que usara inglês, em vez de japonês, língua local. Sem hesitar, se aproximou do adolescente, com toda a sua curiosidade. Naquela época, não se reprimia a nada e não conhecia a maldade nas pessoas.

–Dizem que elas são nossos entes queridos que morreram... – Continuou, sem encarar o menor, que se sentara no balanço ao seu lado – Você acredita nisso? - O de cabelos castanhos se virou para o garoto e sorriu.

–Não, não acredito – Olhou o céu escuro e estrelado.

–Por que não? – Questionou, vendo, pela primeira vez, uma criança discorda daquilo.

–O céu não é tão grande – Haru segurou as correntes – Você seria muito idiota se acreditasse nisso.

–Ah! É mesmo – Voltou seu olhar para as estrelas.

Haru não entendeu bem o que fora aquilo, mas ficara curioso sobre aquela pessoa. Ele não parecia mal, pelo ao contrario, sua aparência e tom de voz dava a impressão de ser calmo e esperto para idade. O dos olhos azuis balançou as pernas curtas e encarou o céu.

–Por que você veio aqui há essa hora? – Perguntou o mais velho.

–Pois é o único momento que posso está aqui – Respondeu, tentando chutar uma pedrinha, mas seus pés nem tocava o chão, como poderia fazer tal ato?

–Mas você não preferi vim de manhã, quando as outras crianças estão aqui – Continuou.

–Não, eu não gosto dela, são muito esnobes para meu gosto.

–Como podes tirar essa conclusão, mesmo nem as conhecendo?

O garoto parou e encarou a pessoa mais alta. Não as conhecia? Não poderia tirar conclusões? Quem aquele cara pensava que era? Ele próprio não saberia que andar com gente que batia e humilhava os mais fracos era má influencia?

–Você não sabe de nada – Disse, com má vontade.

–Humm... E não sei mesmo – Sorriu bobamente e deu uma risada.

–Você é estranho.

–E você também.

–Obrigado, foi o elogio mais bonito que recebi nesta noite – Ironizou, fazendo o outro ri.

–Você é um garoto engraçado.

Haru ainda não achara a explicação de não sair dali e deixá-lo sozinho. Deveria ser o fato de estar se sentindo bem com aquela conversa, ou pela segurança que aquele estranho soltava pelo ar. Sabendo que aquela conversa não tinha rumo, continuou a conversa com o garoto até tarde.

–Meu Deus, olha a hora! – Exclamou, pegando o pulso do outra para ver o relógio. – Desculpa, eu tenho que ir.

Pegou a mochila e acenara para o maior, enquanto corria. O outro também acenara com um sorriso no rosto. Tinha se lembrado de que não tinha perguntado o nome do menino do parque e nem que não tinha comido o lanche que trouxera. Mesmo assim, sorriu, não ligaria nem para a bronca que iria levar do avô e nem do trabalho pesado que fosse ser forçado a fazer. Conhecer uma pessoa nova sempre era um ato valoroso para si mesmo.




***



Sem explicações nenhumas, saiu, novamente, de noite, mas, agora, sem que o avô soubesse de sua ausência. Fizera a mesma coisa que fazia; não sabia se ele estaria lá ou não, mas suas expectativas eram altas. Sorriu ao ver a sombra escura.

–EI – Gritou, correndo e sentando no balanço.

–Oi – Falou o outro.

Haru não falara por um tempo, só observava o sorriso do mais velho, escolhia as palavras cautelosamente, mas, com toda a sua impaciência, não aguentou e falou de uma vez só.

–Você não deveria está saindo com os amigos? Ou namorada? Ou fazendo qualquer outra coisa, sem ser ficar em um lugar escuro como esse?

Os olhos do mais velho perderam brilhos, junto com o sorriso, que continuou ali, insistindo em não desaparecer do rosto albino.

–Eu não tenho amigos – Falou.

Podia-se perceber uma pitada de melancolia em sua voz, mas que transparecera por causa de seu sorriso forçado. Takuro sentira que não deveria ter colocado aquilo; poderia estar machucando ele de dentro para fora.

–Deve ser solitário – A frase saltara de sua boca, mas não se arrependera, que motivos teria?

Não sabia bem o que era não ter amigos, mas a palavra solidão poderia estar estampada em sua testa. Solidão atraia outros sentimentos negativos. Poderia chegar a pontos estranhos, deixando a pessoa louca, insana. Coisas simples feito sobras e árvores, se transformava em fantasmas; cutucava-lhe o coração e o espremia, até sair o caldo rubro; escorrendo pelo corpo todo, trazendo um arrepio estranho na nuca.

De canto, Haru olhou o de cabelos castanhos abaixar a cabeça. Rapidamente, pegou sua mão, o assustando com o contato. Abriu um sorriso verdadeiro para ele.

–Não se preocupa, não, de agora em diante, à noite não te assustara – Falou.

O garoto se surpreendeu com a frase. Quem era aquela criança? Não se conterá e retribuiu o sorriso, afagando os cabelos negros.

–Ah há há – Riu.

Após se despedir de seu companheiro de conversas, Takuro olhou para sua própria mão e pensara na do outro. A palavra correra pela sua mente. “Frio”. A mão era fria como gelo.




***


Noite por noite, Haru fugira da casa do avô e ia até o parquinho, onde ficara até tarde conversando com o estranho, que já não era mais tão estranho assim.

Passou as férias de verão todinha indo até lá. Levando lanches, que o outro sempre recusara; jogos de vídeo games; tabuleiros; Falara sobre tudo, dês todos os pequenos detalhes até algumas besteiras sem sentido.

Aquelas férias não tinham sido tão ruins assim.

Na ultima noite, decidiu se despedir do mais velho com um presente especial que fizera de manhã; uma pulseira. Estava animado, mas, ao mesmo tempo, triste por nunca mais ver aquela pessoa.

A passos rápido, entrou no local. Entusiasmado, olhou para o ultimo balanço, mas... Seu coração se chocara contra o peito e, por momentos, pensara ter parado de vez.

Lembrou-se da noite anterior, quando o mais alto ficara um pouco triste.





–Garoto – Falou o outro em uma voz baixa e rouca.

–Hãm? – Questionou com a boca cheia de salgadinhos de churrasco, seu preferido.

–Você não tem medo de mim? – Disse, encarando o céu.

Haru balançou a cabeça, estranhando por o seu companheiro não estar sorrindo como sempre.

–Por que eu teria medo? Você é uma boa pessoa...

Soltou uma risada abafada, criança estranha era aquela.

–E se eu dissesse que sou diferente?

–Como assim? – A criança olhou para o lado, confusa.

–Sou um amaldiçoado – Disse, levantando e colocando a mão no bolso – Não poderei ir nem para o inferno nem para o céu...

–Eu não ligo, nii-nii, é nii-nii – Falou, colocando o apelido que dera ao outro. – Não me importo se é uma aberração ou não, eu gosto de você.

Aquelas pequenas palavras chocaram o mais velho; para as pessoas, poderiam ser uma simples conclusão de uma criança ingênua; mas, para ele, fora quase como palavras caídas do céu. Sentiu seus olhos ficarem úmido, mas balançou a cabeça; Sorriu devagar. Se aproximou de Haru e afagou seu cabelo.

–Eu também gosto de você.

O menor riu, mostrando os dentes sujos pelo sal. Ambos gargalharam, apenas sentindo o momento.

–Adeus – Foram as ultimas palavras antes de ir.






Ele sentiu seus joelhos bambos. Esfregou os olhos com as palmas das mãos. Sabia que ele não viria. Ele não estava mais ali. O nii-nii... Seu nii-nii, se fora. Agarrou as correntes do balanço para não cair. A brisa passou pelo seu rosto. As lágrimas percorreram sem parar. Não era bom em despedidas, principalmente quando sabia que nunca mais veria tal pessoa. Fora pouco tempo que passaram junto, mas, nesse pequeno tempo, tinham se tornado quase irmãos; criando um laço diferente entre os dois. Arrependeu-se de nunca perguntar seu nome, e de nunca dizer o seu para ele... Realmente, era uma relação estranha.

Lentamente, Haru abriu os olhos, sua visão continuara embasada, mas conseguira avistar o pequeno papel. Quase como um pulo, pegou e desembrulhou. Arregalou os olhos para a letra difícil, mas, que mesmo assim, era possível de ler. Seu coração apertou. Pressionou pequena folha contra o peito. Caiu no chão, sentindo a dor invadir seu corpo. Aquilo era seu, só seu e mais de ninguém. Prometeu a si mesmo que não iria esquecê-lo, nunca. Olhou mais uma vez e, em pensamentos altos, lia-se claramente:

“Obrigado por tudo, amigo”.




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Ao Som Da Escuridão - Capítulo One-Shot [Livre] :: Comentários

Ao Som Da Escuridão
Mensagem em Sab 6 Abr 2013 - 18:49 por Convidad
Estou com lágrimas nos olhos. Sua história é comovente. Me lembrou o filme "Deixe-me Entrar" o fato da maldição.
O que mais me chamou a atenção foram as alusões sobre o cotidiano e sentimentos que deixam as pessoas tão frias. Você os descreveu tão bem que nos faz pensar realmente no significado e motivos.
Haru encontrou um amigo que talvez só existisse em seu subconsciente, mas que importa se a realidade é somente a nossa realidade se isso nos faz bem e nos traz felicidade?
Parabéns e obrigada por compartilhar conosco sua obra.
Eu nem sei como responder a isto, só que meu coração parou e voltou a bater com tudo. Sim, não importa onde a felicidade esteja e nem como ela é (Ou se encontra), apenas a tendo já é um grande feito, pois quantas pessoas procuram a mesma e nunca acham?
Fiquei muito emocionada por alguém comentar a one-shot, principalmente porque lhe emocionou.
Obrigada por ter lido Ao Som da Escuridão.
Bjs :*
 

Ao Som Da Escuridão - Capítulo One-Shot [Livre]

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