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 Instituto Gore Capítulo 14 - O refeitório

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31032013
MensagemInstituto Gore Capítulo 14 - O refeitório

Emilly foi andando até sua casa. Chegou a sua mansão cansada e com muito calor.

Jogou sua bolsa sobre a mesinha ao lado da porta de entrada. Ouviu o barulho do metal dos zípers batendo contra o vidro.

Sua casa era clara, ampla e espaçosa.

Estava a cada dia mais clara, mais ampla e mais espaçosa; inclusive. Emilly pensou.

Ela gostava dali. De todos os cômodos se podia ver o grande terreno que cercava toda a mansão. Ao redor da casa principal tinha um lindo jardim e um pouco mais distante, na parte de trás, que era a visão que ela tinha do seu quarto e da sala, via-se todo o pomar que descia cheio de árvores até onde a visão não podia mais chegar, se você estiver olhando pelos vidros da casa principal.

Essa visualização ampla era provida pelos vidros contínuos os quais as paredes eram formadas. Sua casa ficava bem na região mais alta de todo o terreno.

Então dali ainda se podia ver pequenas elevações montanhosas ao longe e lindos pôres-do-sol.

Entrou no seu quarto e se sentou no chão encostando-se ao vidro enquanto descançava um pouco e olhava as plantas do pomar. Um pouco distantes, lá em baixo.

Aquela era a melhor coisa que lhe restava. Todas as lembranças de brincar correndo entre os arbustos de acerola e amoreiras com seu irmão e... Aquele outro de nome impronunciável. Ou seja, o Bento.

Sempre foram bons amigos, o que é claro que tornava tudo pior. Não foi como se ela tivesse deixado ele se aproximar e lhe roubar sentimentos que ela quis depositar nele. Ela não teve escolha, ele sempre esteve perto. Ele sempre teve sua confiança.

De qualquer forma não era ruim as suas lembranças de quando era criança. Foram boas épocas de colher frutos na parte de trás da casa e construir todo um reino lá embaixo. De escalar as Jabuticabeiras até lá no alto e ficar comendo a fruta durante toda à tarde.

Talvez as melhores lembranças fossem as com sua mãe. Sua mãe adorava aquele lugar e o tratava com todo o carinho. Os moirões com as trepadeiras de maracujá era o que sua mãe mais admirava. Sua mãe dizia que a flor do maracujazeiro era a flor da paixão.

Era uma flor realmente maravilhosa.

As duas ficavam polinizando manualmente flor por flor durante as tardes, pois as flores só abriam depois das trezes horas e fechavam por volta das quinze. Então tinham que ser rápidas se quisessem que fecudassem e dessem frutos.

Quando era pequena até tinha uma comeia de abelhas Mamagava que poliniza naturalmente a planta, sua mãe vivia elogiando o serviço daquelas abelhas enormes amarelas e pretas que ficavam rondando os moirões.

Emilly odiava aqueles insetos, independente do que sua mãe dissesse. Até mesmo porque uma vez, uma dessas abelhas a havia picado, bem na bochecha e seu rosto ficou inchado toda a semana. Mesmo sendo criança, Emilly tinha vergonha de sair de casa daquele jeito.

Bento veio elogia-la tentando fazer não parecer tão ruim. Por mais que ele tivesse essa intenção inicialmente, quando a viu ela percebeu que ele se assustou e já não sabia o que dizer. O rosto dela tinha ficado mesmo bem inchado.

Mas depois, quando tudo passou, eles brincaram sobre isso. Zoando um ao outro e rindo como sempre fizeram.

Lá em baixo, em frente à casa do ex-jardineiro Toni, que ainda fica por lá e ainda cuida das plantas da casa e do pomar. Por respeito a sua mãe. Tem uma enorme e antiga árvore, nativa do cerrado. O cumbaruzeiro. Esse que existe lá tem por volta de 18 metros de altura. É a maior e mais imponente árvore do terreno da mansão.

Caem diversos frutos maduros que o Toni cata e retira as castanhas de dentro.

Antigamente Emilly e seu irmão colhiam os frutos do chão competindo quem conseguia colher mais e trazê-los correndo até em cima, na casa principal.

Subiam fazendo uma cestinha com a blusa cheia dos frutos lenhosos do cumbaru. Para a raiva de Emilly, seu irmão Gustavo, sempre ganhava.

Ao pensar nele ficou com vontade de antes de descer para polinizar os maracujás, ir ao quarto daquele bobão, ver o que ele estava fazendo.

Obviamente deveria estar jogando alguma coisa no computador. Ele só fazia isso. Pelo menos ele conseguia ganhar dinheiro suficiente com isso para pagar a conta de luz. Não que isso fosse muita coisa.

Mas Emilly estava se sentindo cansada demais hoje para ir encher o saco dele em seu quarto. Prefiriu ficar ali sentada no chão. Encostada no vidro, mais um pouco. Pensando em épocas antigas e boas.

Quando a melhor parte da vida era passar as noites desenhando no vidro da sala. Esses vidros antes eram ligados e escureciam o ambiente, passavam vídeos, podia-se desenhar neles, jogar jogos, fazer milhares de coisas. Já que eram todos incrustados por circuitos com sistemas de computador feitos de nanotubos que são tão pequenos que ficam transparentes. E, também por esse tamanho nano, eram extremamente potentes.

Muita coisa hoje em dia tinha essa tecnologia. Incluíndo folhas de papel e cadernos inteiros, onde se podiam fazer animações instantâneas das anotações.

Hoje em dia existiam inclusive vidros muito melhores do que esses de sua casa, que já eram antigos. Existia-se vidros com projeções que saiam do plano e você poderia enxergar de qualquer ângulo o seu relevo.

Hoje em dia havia milhares de coisas fantásticas. Mas ela não tinha, hoje, mais tempo, cabeça ou dinheiro para desfrutar delas. Nesses dias o melhor parecia sentar no quarto e pensar em como as coisas eram e em como as coisas deveriam ter sido.

Por mais que esse parecia ser o melhor. Por mais que essa fosse sua vontade. A cada minuto que ficava pensando, partes do seu mundo desabavam sobre sua cabeça. Como se ela só estivesse assistindo de camarote enquanto sua vida desmoronava, junto com as lágrimas em seus olhos.

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