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A Devil For Me. - Capítulo Mais um dia de trabalho. [+16] por sakymichaelis Ter 29 Out 2013 - 19:57



Cavaleiros do zodíaco-batalha final - Capítulo Prólogo [+13] por VITOR/OTAKU 305 Sab 26 Out 2013 - 17:51



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  Deireadh - Capítulo 3: Começando a viver. []

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MensagemAutor
05052013
Mensagem Deireadh - Capítulo 3: Começando a viver. []

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Na casa da família Hewson, Anika estava se arrumando para sair e comprar algumas coisas com Bella na feira da cidade.
Anika – Está com a lista do que precisamos, não é?
Bella – Sim, está no meu bolso.
Anika pega um carrinho de compras pequeno. – Vamos então.
Bella – Ok.
Anika abre a porta e sai de casa com Bella. Não demora muito até as duas perceberem Don no gramado da casa deles.
Anika se assusta. – Um garoto! O que ele está fazendo ali?
Bella – Deve ser um vizinho bêbado.
Anika – Só de jaleco? Eu acho que não... – Se aproxima de Don e olha seu rosto.
Don estava dormindo profundamente e parecia um bebê. Havia leves cortes pelo seu rosto e seus braços. Eram cortes do vidro da janela que ele tinha quebrado.
Bella – Mãe, ele parece um bebê dormindo. Que fofo!
Anika coloca a mão no pescoço dele, sentindo a pulsação dele. – Ele está bem. Está machucado. Chame o Sean, Bel.
Bella – Ok. – Entra em casa.
Anika continua olhando para Don, coloca sua mão na testa dele e faz uma carícia. Don continua dormindo.
Bella leva Sean até Anika.
Sean – Qual é a situação? Bêbado ou morto?
Anika – Ele está dormindo.
Sean – Ele veio dormir no meu gramado? Tá de sacanagem.
Anika – Não. Sean, querido, me ajude a leva-lo para dentro de casa.
Sean – Para quê? Deixa esse bêbado aí e depois chamamos a polícia para vir busca-lo.
Anika – Vamos cuidar dele. Ele é um jovem rapaz.
Sean – Vamos descobrir quem ele é. – Se aproxima de Don e coloca a mão nos dois bolsos do jaleco. Os bolsos estavam vazios. Em seguida, Sean percebe que havia uma corrente no pescoço de Don. Ele a pega e lê os dados no pingente. – Parece que encontrei alguma coisa.
Bella – O que foi?
Sean – Aqui diz “Nome: Don. Endereço: Laboratório Weckmech.”
Anika e Bella exclamam – Ele é de um laboratório?!
Sean – Parece que sim.
Anika – Vamos leva-lo para dentro de casa. Vou cuidar dele até ele acordar. Depois vamos descobrir quem ele realmente é.
Sean – Você que sabe Anika. Eu não vou cuidar dele.
Anika – Sean!
Sean – Já falei.
Anika – Ao menos, me ajude a leva-lo para o quarto de hóspedes.
Sean – Tá certo.
Anika e Sean sentam Don no chão, ainda dormindo e pegam os braços dele e envolvem em seus pescoços. Assim, eles se levantam e levam Don até o quarto de hóspedes.
Don continua dormindo, enquanto Anika cuidava dos machucados dele.
Anika percebe que o peito de Don também estava machucado.
Don começa a acordar e olha para Anika.
Anika sorri alegremente para ele. – Bom dia.
Don se levanta rapidamente da cama e a encara, como se estivesse pronto para ataca-la.
Anika – Calma! Calma! Não vou te machucar...
Don apenas a encara, ainda assustado.
Anika se aproxima lentamente dele. – Está tudo bem... Está tudo bem...
Don se acalma.
Anika se aproxima dele. – Você está bem?
Don apenas a encara com um olhar calmo.
Anika – Você me entende?
Don continua a encarando do mesmo jeito. Ele não entendia o que ela falava e nem sabia falar.
Anika – Bom, acho que não, né?
Don ainda a encara.
Anika – Fique calmo. Está seguro aqui. Não vou te fazer mal. – Sorri para ele, transmitindo confiança.
Don também sorri.
Anika pega uma toalha no armário e entrega para Don. – Por que não toma um banho?
Don olha para a toalha e volta seus olhos para Anika.
Anika o leva até o banheiro do quarto. – Aqui.
Don olha para o banheiro todo, afinal pela primeira vez ele via um banheiro.
Anika liga a torneira e a água começa a cair dentro da banheira – Vamos. Sinta-se à vontade.
Don se aproxima da banheira e olha para a água dentro da mesma.
Anika – Não quer tomar banho?
Don olha para ela, com um olhar meio confuso.
Anika – Acho que você não sabe tomar banho... Bom, vou te ajudar.
Anika tira o jaleco de Don e o coloca dentro da banheira e começa a dar banho nele, lavando o cabelo dele. Don brincava com a água.
Anika – Está se divertindo, não? Nunca tinha tomado banho em uma banheira?
Don continua brincando com a água, bastante distraído.
Anika – Feche os olhos.
Don olha para ela.
Anika – Faz assim. – Fecha os olhos e os abre.
Don fecha os olhos.
Anika joga água na cabeça dele, tirando o xampu.
Don abre os olhos novamente.
Anika – Prontinho. Você está limpo. – Sorri.
Alguns segundos depois...
Anika enxuga o cabelo de Don com a toalha. – Está limpinho agora.
Don sorri para ela.
Anika – Agora vou procurar umas roupas para você. Fique aqui. – Sai do quarto.
Don fica em pé, com o corpo despido e molhado e a toalha em torno do pescoço.
Bella aparece na porta do quarto. – Mamãe, eu... – Olha para o corpo de Don dos pés a cabeça.
Don percebe que ela estava na porta e a encara com seu olhar inocente.
Bella continua olhando para o corpo de Don, o admirando. – (Minha nossa...)
Anika aparece com umas roupas em mãos. Logo percebe sua filha olhando fixamente para o Don. – Bella?
Bella cora totalmente e fica sem jeito. – Ele está sem roupas...
Anika – Vá ver se o seu pai precisa de alguma coisa, tudo bem, querida?
Bella – Tá bom... – Dá as costas e sai do local.
Anika – Encontrei umas roupas que íamos doar. Elas eram do Sean. – Coloca um suéter azul na frente do corpo de Don. – Ficou lindo em você, Don!
Don olha para o suéter.
Anika – Só falta vestir... Tem uma calça branca aqui também. Acho que dá em você. Pode se vestir. Qualquer coisa, eu estou aqui fora.
Don apenas encara a Anika, sem saber o que ela estava falando. Além de não conseguir falar, ele não entendia muitas coisas.
Anika – Precisa de ajuda para se vestir, não é?
Don sorri para ela.
Anika – Acho que isso é um sim. Vou te ajudar a se vestir. – Coloca as roupas em Don e ele fica bonito com elas. O azul do suéter realça o azul dos olhos dele, afinal, tanto o azul claro do suéter e os olhos de Don eram da mesma cor.
Don se olha em um espelho. A princípio se assusta.
Anika dá uma risadinha. – É apenas seu reflexo, bobinho.
Don toca no espelho, fascinado e ao mesmo tempo intrigado por sua superfície refletora.
Anika – Gostou das roupas?
Don estranha a sensação das roupas no seu corpo. Ele toca no suéter e acha confortável de certa forma. Ele sorri de uma maneira boba, como se gostasse dessas novas sensações.
Anika – Pelo visto sim.
O estômago de Don ronca. Ele coloca as mãos sobre a própria barriga, assustado com o som.
Anika – Está com fome, não? Bom, vou preparar alguma coisa para você comer. Vem comigo. – Segura a mão dele e o puxa até a cozinha.
Rapidamente, Anika prepara uma refeição matinal para Don.
Anika – Pronto! Aqui está. Pode comer. – Colocando um prato com ovos, uma tapioca, torradas com geleia de uva e um prato a parte de cereal. Tudo acompanhado com um suco de laranja.
Sem saber o que era tudo aquilo, Don apenas encara os pratos, sem saber o que fazer.
Anika entrega os talheres para ele. – Use isso.
Don pega os talheres e olha para Anika.
Anika – Vai! Pode comer. É para você. – Sorri para ele.
Don coloca os talheres na boca.
Anika ri da ação dele. – Seu bobinho... Não é assim!
Sean entra na cozinha. – Mesmo que você está dando nossa comida para um estranho?
Anika – Não é estranho. O nome dele é Don!
Sean – Don? Mesmo? Sabe quanto “Don” tem por aí em New Dubh*?!
(*) New Dubh é o nome da cidade onde eles estão.
Anika – Sean, não implica com ele.
Sean – Ele está colocando os talheres na boca e nem sabe o que é comida. Beleza, Anika! Você pegou um cara com problemas mentais graves.
Anika – Sean Hewson! Não diga isso do Don!
Sean – Ele mal chega aqui e você já vai dando toda a atenção do mundo assim para ele? E o seu trabalho, Anika?
Anika – Não me chamaram!
Sean – Mas não precisam chamar um médico!
Anika se aproxima dele e envolve a cintura dele com os braços. – Querido, calma... – Falando com um tom de voz sedutor. – Se me deixar cuidar dele apenas por alguns dias, eu farei... – Cochicha coisas bem safadas ao pé do ouvido dele.
Sean se afasta dela. – Que bobagem. Nem metade disso você sabe fazer.
Anika – Como assim?
Sean – Você é ruim de cama! E sempre foi.
Anika – Ah é?!
Sean – Sim!
Anika – Então vai lá com aquelas vadias que são suas amigas, já que elas são melhores que a sua esposa em tudo!
Sean – Se está dizendo, vou mesmo!
Anika fica de costas para ele, com os braços cruzados. – Foda-se.
Sean vira o rosto. – Depois não reclama. – Fica de costas para ela, com os braços cruzados também.
Don apenas fica olhando para os dois, sem entender muita coisa.
Bella fica ao lado de Don e fala baixinho. – Não se preocupe. Eles sempre brigam assim mesmo.
Don se assusta ligeiramente com a Bella e volta seu olhar para Sean e Anika novamente.
Bella conta usando os dedos. – Três... Dois... Um...
Anika olha um pouco para trás.
Sean abraça Anika por trás, com o corpo dele bem colado ao dela. – Minha chatinha.
Anika se vira, ficando de frente para ele. – Meu amor. – O beija de forma apaixonada.
Bella cobre os olhos de Don.
Don coloca as mãos dele sobre as de Bella.
Sean pega Anika nos braços.
Anika – Bel cuide do Don por um tempinho, ok?
Sean sai com Anika nos braços da cozinha.
Bella descobre os olhos de Don. – Lá foram eles de novo.
Don olha para a Bella.
Bella – Vamos, Don. Coma seu café da manhã.
Don inclina a cabeça um pouco para o lado, como se não estivesse entendendo o que ela queria dizer.
Bella dá um suspiro. Senta-se na cadeira ao lado. – Ok, eu acho que vou ter que dar na sua boca. – Segura o queixo dele, pega um pouco dos ovos com o garfo e coloca na boca de Don.
Don mastiga os ovos e engole.
Bella – Já sabe como usar o garfo?
Don pega o garfo e tenta fazer o mesmo que a Bella, mas os ovos caem do garfo e sujam a mesa.
Bella dá uma risadinha. – Seu desajeitado. – Pega novamente os ovos e coloca na boca de Don. – Você é muito fofo e desajeitado. Igual a um bebê.
Don mastiga os ovos e tenta novamente pegar os ovos com o garfo e consegue colocar os ovos na própria boca. Em seguida, ele olha para Bella com uma expressão feliz.
Bella bate palmas. – Você conseguiu! Parabéns!
Don continua comendo os ovos com o garfo, só que dessa vez sozinho. Ele estava aprendendo rápido.
Bella apenas o observava e admirava a beleza de Don, pensando: (Ele é tão lindo! Minhas amigas iriam ficar com inveja se eu dissesse que ele é meu namorado.)
Don olha para o cereal, curioso, e pega um floco de cereal.
Bella – Isso é cereal, seu bobo.
Don coloca o cereal na boca e gosta do gosto. Ele pega o garfo e tenta pegar o cereal com leite, mas não consegue.
Bella – Não, não, não, não! Não é com isso que comemos cereal. – Tira o garfo da mão de Don e coloca uma colher no lugar. – É com isso. Uma colher.
Don pega o cereal com a colher e leva até a boca, comendo o cereal sozinho.
Bella – Você aprende bem rápido, hein.
Don continua comendo o cereal. Alguns minutos depois, ele havia terminado o café da manhã e dá um sorriso.
Bella – Pelo visto você está bem cheio, não?
Don olha para a Bella, com o mesmo sorriso no rosto.
Bella – Quer assistir televisão?
Don fecha o sorriso rapidamente. Uma palavra nova para ele, afinal.
Bella – Televisão! Vem comigo que eu vou te mostrar o que é. – Segura a mão de Don e o puxa até a sala. Ela o senta no sofá e se senta ao lado dele. – Isso é uma televisão. – Liga a TV em um canal de filmes.
Don se espanta com a televisão ligando.
Bella – Calma! Calma! É legal, viu?
Ao ver que aquilo não tinha nenhum risco, ele começa a dar atenção às imagens que corriam na tela e aos sons que viam daquele "mágico" aparelho eletrônico. Em poucos segundos, Don fica focado no filme que passava na TV.
Bella – É, pelo visto você gostou. – Olha para os cabelos loiros de Don, o admirando novamente. – (Nossa, mas como o cabelo dele parece ser tão perfeito...) – Estica a mão em direção à cabeça de Don e toca no cabelo dele.
Don se assusta e olha para Bella.
Bella retira a mão rapidamente. – Desculpe...
Don volta os olhos a televisão novamente.
Bella olha para a televisão e sorri.
Mais tarde naquele mesmo dia, Anika procura por Don, mas não o acha. Ela então vai até o quarto da Bella, mas ninguém estava lá. Um desespero bate em Anika e ela fala em voz alta. – Eva!
Eva era o sistema que controlava a casa, fazia qualquer coisa que a pedissem e costumava aparecer como forma de holograma. A mesma aparece em forma de holograma na frente da Anika, um holograma bem realista que parecia uma pessoa de verdade. Com roupa de empregada, cabelos castanhos claro ondulados e olhos azuis, era Eva. – Sim, senhora Hewson?
Anika – Onde estão Don e Bella?
Eva – Eles estão na sala de estudos.
Anika – Muito obrigada, Eva. – Vai correndo até a sala de estudos e abre a porta devagar.
Don estava sentado em uma cadeira, com um computador de tela grande a sua frente.
Bella – Então aí você pode pesquisar o que quiser. Sobre o que quer aprender? Digita no teclado que o computador irá buscar. Vou fazer uma vez para você ver como é. – Bella digita “livros” no computador e clica em uma tecla.
Computador fala e mostra algumas imagens de livros e ainda exibe uma lista de livros para leitura: “Livro”. Significado: Um objeto que leva informações as pessoas em forma de palavras. Livros de leitura, livros escolares e etc.
Don fica fascinado pelo computador e também pelo o que ele dizia. Curioso, ele estende sua mão e toca na tela, em seguida passa a mão pelo teclado e aperta algumas letras aleatórias, novamente com um sorriso de descoberta nova no rosto.
Anika se aproxima deles. – Vejo que apresentou o computador ao Don, hein. Parece que ele gostou.
Bella olha para sua mãe. – Sim, sim. Ele gostou. Apresentei uns jogos educativos para ele e tudo mais... Só que ele não fala nada.
Anika – Mesmo? Ainda?
Bella – Mãe, ele é muito inteligente! Ele resolveu uma conta muito complicada! A senhora quer ver?
Anika – Quero sim.
Bella – Com licença, Don. – Procura uma conta matemática difícil, envolvendo progressão aritmética.
O problema era o seguinte:
"A soma dos dez primeiros termos de uma P. A. de primeiro termo 1,87 e de razão 0,004 é:
a) 18,88
b) 9,5644
c) 9,5674"
Don a encara durante alguns segundos o problema e olha para as alternativas que o problema dava. Ele olha para o teclado e compara as letras. Logo ele sabia o que devia fazer. No teclado, ele aperta a letra "a". O mesmo programa dá a resposta como certa.
Anika fica chocada com o que acabou de ver.
Bella olha para Anika. – Viu?
Anika – Pode ser sorte, não?
Bella – Sorte? Acertar dez questões de matemática no nível difícil seguidas, sendo que ele nem fala!
Anika – Ele fez mesmo isso? – Chocada.
Bella – Sim. – Mostra o resultado do teste que comprovava que Don havia acertado todas as questões de nível avançado.
Anika – Nossa! Isso é... Extraordinário!
Bella – Não disse?
Anika – Pelo visto, Don é um gênio!
Bella – Um gênio bem calado, por sinal. – Apoia o braço na cabeça de Don.
Don olha levemente para cima.
Anika – Qual será a primeira palavra dele, hein?
Bella – Isso só o tempo pode dizer.
Anika – Acho melhor coloca-lo numa escola então... Sabe se a sua ainda tem vagas?
Bella – Bom, a escola está lotada, mas se a senhora conseguir convencer o diretor a abrir uma vaga para o Don...
Anika – Vou tentar fazer isso amanhã, aproveitando que todos estão de férias mesmo.
Bella – Viu Don? Você vai para a escola! Acho que vai gostar de lá.
Don sorri para ela.
Anika – Tem uns livros por ali... Por que não dá algumas aulas ao Don sobre algumas coisas que você já sabe? Ele
Bella – Mas mãe eu--
Anika – Nada de disso! Por favor, Bel... Só até ele dizer algumas palavrinhas. Afinal, ele precisa se comunicar com as pessoas.
Bella – Tudo bem... Eu ensino.
Anika – Muito obrigada, minha filha. – Beija a testa dela. – Agora eu tenho que ir para o hospital, pois estão me chamando.
Bella – E o papai?
Anika – Ele está lavando o carro. Qualquer coisa, o chame, hein!
Bella – Tudo bem.
Anika beija a testa de Don. – Até mais. – Sai do quarto, apressada.
Bella – Bom, somos somente eu e você agora. Vou te ensinar algumas coisas e palavras e vamos ver se você vai falar. Qualquer coisa tem o computador aí, ok?
Don afirma com a cabeça e sorri.
E então Bella passa o resto do dia ensinando palavras ao Don, mas ele não conseguia falar nenhuma delas, porém ele prestava bastante atenção nas coisas que ela falava. Depois de um tempo, Bella resolve dar um tempo, indo tomar um banho rápido, pedindo para que Don ficasse no quarto. Ele fica dois minutos sentado na cama, encarando tudo ao redor até que ele escuta uns sons estranhos/novos para ele. Se aproximando da janela, ele vê o Sean lavando o carro. Curioso, ele olha ao redor do quarto de Bella e vê a porta de saída. Ele gira a maçaneta e sai do quarto dela. Andando pela casa, seguindo o fim do corredor até as escadas, ele acha o caminho para a porta principal da casa. Girando novamente a maçaneta, ele sai da casa e anda até Sean.
Sean estava de costas, esfregando uma esponja no teto do carro, fazendo espuma. Distraído com seu carro, ele não percebe Don.
Don olha para a mangueira, que estava perto de seus pés. Curioso, ele a pega e começa a mexe-la e ele coloca a saída de água em direção ao seu rosto. Acidentalmente, ele aperta uma peça da mangueira que faz com que ela libere seu forte jato de água, bem em seu rosto, fazendo a água entrar pelas suas narinas, causar um desconforto em seus olhos e entrar em sua boca. Assustado, ele cai no chão e solta a mangueira, tossindo vigorosamente, pois ele havia se afogado.
Sean olha para trás e vê o Don caído. Ele faz um olhar de reprovação e entra na garagem, sem tentar ajudá-lo.
Anika chega e estaciona o carro. Não demora muito para ela perceber o que havia acontecido com Don. Rapidamente ela sai do carro e corre até ele. – Don! Ai minha nossa! O que houve?!
Don continuava tossindo sem parar.
Anika o senta e bate levemente nas costas dele. – Respire fundo, querido! Respire fundo!
Don para de tossir aos poucos e respira fundo.
Anika respira aliviada. – Está melhor...
Don leva as mãos à cabeça, com um olhar meio enjoado.
Anika – O que houve, querido? Bateu a cabeça? Ahh o que você faz sozinho aqui? Eu mandei a Bella ficar de olho em você! Está doendo?
Don continua com a mesma expressão, quase chorando.
Anika beija a cabeça dele, como uma mãe beijando o machucado de uma criança para ele melhorar. – Vai passar, tá bom? – Beija a cabeça dele novamente, massageando de leve a região que ele havia batido quando caiu no chão. – Vai passar. Eu estou aqui.
Don se sente mais confortável e não estava doendo tanto como antes.
Sean sai da garagem e vai até eles. – (Merda! Eu não acredito que a Anika salvou ele...) Anika? Don? O que fazem aqui?
Anika – Sean onde você estava?! Don se afogou e estava quase morrendo aqui sozinho!
Sean – O telefone tinha tocado e então eu entrei em casa. Não vi o Don vindo para cá. Pensei que ele estava com a Bella.
Anika – Tá bom... Perdoado. Vou falar com a Bella depois. – Se levanta, ajudando Don a se levantar também. Assim ela o leva para dentro de casa, onde o deixa sentado no sofá, com uma faixa amarrada na cabeça. Nessa faixa, continha um pouco de gelo e melhorava um pouco a dor, além de não deixar inchaço. Logo em seguida, Anika vai falar com Bella.
Bella sai do banheiro, apenas de toalha.
Anika – Bella você tinha que ficar de olho no Don!
Bella – Mas eu estava, mãe... Aconteceu alguma coisa?!
Anika – Ele se afogou e bateu a cabeça.
Bella – E ele está bem?!
Anika – Sim. Sorte a dele que eu cheguei bem na hora...
Bella – Desculpa mãe! Eu fui tomar um banho e mandei ele ficar aqui! Mas acho que ele saiu, eu nem vi e aconteceu o que aconteceu!
Anika suspira. – Tudo bem, a culpa não é toda sua. Vá se vestir. Eu vou cuidar dele.
Bella – Ok.
Depois de um tempo, Don já não sentia a mesma dor que estava sentindo. A família Hewson faz sua última refeição do dia juntos à mesa e em seguida vão se preparar para dormir, pois já estava escuro. Anika leva Don para o quarto que era dele nesse momento, troca suas roupas e o leva para o banheiro.
Bella aparece na porta do banheiro. – Mãe?
Anika estava escovando os dentes de Don. – Oi querida.
Bella dá uma risadinha e se aproxima. – O que está fazendo?
Anika – Escovando os dentes dele, ué. Ele é como um bebê. Não pode deixar de ficar sem alguns cuidados.
Bella – A senhora está o tratando como um bebê! Ele tem cara de ter uns dezessete anos!
Anika – Mas ele age como um bebê e nem se quer fala. Então o tratarei como bebê.
Bella – Mãe... Será que ele tem algum problema... Mental?
Anika olha para ela e pensa nessa possibilidade. – Querida... Você pode ter razão... Qual seria a única explicação para ele agir assim e nem se quer falar? Mas tem um porém. Ele sabe resolver problemas matemáticos, não sabe? Então acho meio que improvável. Se ele tivesse alguma doença, ele não resolveria aqueles problemas de faculdade.
Bella – Ele pode ter tido aulas, não?
Anika – Mas se ele tivesse a doença que estou pensando, ele teria dificuldades em aprender, porém ele já demonstrou que aprende muito rápido. – Entrega a escova de dentes para Don.
Don pega a escova de dentes e começa a escovar os dentes sozinho, reproduzindo os mesmos movimentos que Anika havia feito.
Anika – Viu?
Bella – É, você tá certa...
Anika – Porém a única coisa que sabemos é que ele é de um laboratório... Por causa do cordão que ele estava usando.
Bella – Aquele cordão parece ser de militar, mas tem um nome de um laboratório... Muito estranho.
Anika – Amanhã pensamos melhor nisso. Vamos dormir agora, ok?
Bella – Ok.
Sean e Bella se arrumam em seus quartos, prontos para dormir. Porém, Anika lê uma breve história para Don antes de ele ir dormir e em seguida ela sai de casa, indo para seu turno no hospital. As horas da noite se passam e Don não conseguia dormir. Tudo estava escuro ao seu redor, mas ele enxergava as coisas nitidamente, como se alguma coisa estivesse iluminando levemente local. Uma pequena vontade de ir até o computador o incentiva sair do seu quarto. Então ele levanta de sua cama e vai até a sala onde tinha o computador que Bella havia o apresentado. Ele se senta na cadeira e começa a mexer no aparelho, procurando palavras e formando frases, sem que Bella ou Sean percebessem que ele estava acordado. Horas depois, Anika chega do trabalho, cansada. Ela sobe as escadas e vai para o quarto dela. Joga a bolsa em uma pequena poltrona no quarto, tira as roupas, ficando apenas de roupas íntimas e se deita ao lado de Sean.
Sean acorda e se vira para ela. – Cansada, querida?
Anika – Muito.
De repente, uma chuva um pouco forte começa.
Sean – Olha que sorte. Você chegou antes dessa chuva. – Acariciando o rosto dela.
Anika sorri para ele e se aproxima mais. – Sorte minha de estar aqui com você.
Sean a beija de uma forma apaixonada. Em seguida, ele começa a beijar o pescoço dela.
Anika fala o nome dele, com uma voz prazerosa. – Oh Sean...
De repente, um raio forte os assusta.
Anika abraça Sean forte. – Que susto!
Sean – Ainda se assusta com raios, Ani?
Anika o olha, preocupada. – Eles assustam ok?
Sean – Eu te protejo minha loirinha. – A abraça forte, beijando sua cabeça e colocando uma de suas mãos dentro da calcinha dela.
Outro raio assusta Anika e ela grita baixinho.
Sean percebe que ela realmente estava assustada, então ele retira sua mão de dentro da roupa dela e passa a mão em seus cabelos, acariciando sua cabeça e tentando transmitir uma sensação de segurança a ela. – Fique calma. Estou aqui. – Ele beija sua boca, sua testa, seu pescoço e logo fica por cima dela, a olhando nos olhos com um olhar malicioso. – O que acha de uma segunda rodada hoje?
Anika – T... Tudo bem. – Diz ela, ainda assustada com os raios.
Don entra no quarto.
Anika olha para a porta e vê o Don. – Don! – Empurra o Sean de cima dela e se senta na cama.
Don vai até a Anika, com um olhar apavorado.
Anika – Ahhh... Olhe Sean. Ele está com medo dos raios.
Sean abraça o travesseiro e se cobre. – Eu queria era que um caísse na cabeça dele agora.
Anika – Sean! Peça desculpas pro Don!
Sean – Vou dormir. Boa noite.
Anika volta seu olhar para o Don. – Não tenha medo, Don. Os raios só assustam.
Outro raio ilumina em um piscar de olhos todo o quarto e é seguido de um estrondo bem forte.
Don e Anika se abraçam assustados com o raio.
Sean ri deles durante curtos segundos.
Anika – Bom, pode dormir aqui.
Don se deita na cama, ao lado da Anika.
Anika o cobre e beija a testa dele. – Boa noite, querido. – Passando a mão no cabelo de Don. – (Parece até o cabelo de um bebê!)
Don pega no sono rapidamente. Em poucos minutos, todos na casa se aconchegam em suas camas e dormem ao som da bela chuva que caia na cidade.
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