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  Alone in the Dark e A Ilha das Sombras - Capítulo 04 - A Magia do Xamã [+16]

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MensagemAutor
19052013
Mensagem Alone in the Dark e A Ilha das Sombras - Capítulo 04 - A Magia do Xamã [+16]




Tema:
Alone in the Dark

Gêneros:
Ação, Aventura, Fantasia, Mistério, Suspense, Terror

Clique aqui para ver as Informações Iniciais:
 



Assim que Carnby pôs os pés no lobby da mansão, seus olhos correram por todo o ambiente em busca de Aline e Felipe, mas não os achou. Sua angústia aumentou. Culpou-se por tê-los induzido a pular de pára-quedas. Mas que alternativa eles tinham? Não havia como sobreviver àquela queda.
O detetive ativou o interruptor ao lado da porta para acender as luzes. Em seguida andou pelo lobby e viu que, embora espaçoso, não havia muitos objetos a não ser uma mesinha em um canto, uma lareira junto à parede no centro, e claro, várias portas que ligavam a vários cômodos da mansão. O destaque era a escada no centro, que levava ao primeiro andar, onde havia quatro quadros com pinturas dos membros da família Morton e, ao meio, uma porta dupla. Logo ao lado, Carnby notou algo um tanto quanto estranho: havia mais uma porta, porém estava sendo obstruída por uma cômoda (um pequeno guarda-roupa).
Ele já estava esboçando o movimento para subir e averiguar aquilo, quando ouviu o som de uma porta se abrindo. Correu rapidamente para o muro da base da escada e escondeu-se. Em seguida procurou qual das portas estava se abrindo e viu que era a que ficava no fim do lobby. Ouviu duas pessoas conversando, dois homens. Com seu ouvido aguçado, o detetive deduziu que um deles era de idade avançada. Levou o revólver próximo à cabeça e esgueirou-se pela parede para surpreendê-los.
Carnby esperou eles entrarem totalmente no lobby para poder rendê-los, de forma que não pudessem retroceder e escapar. Quando sua intuição lhe informou que já estavam no lobby, ele virou o corpo bruscamente em um movimento giratório e parou na posição favorável para a mira, de frente para os intrusos.
O detetive só pôde ver um dos homens, o velho, pois o outro estava atrás dele, de modo que só era possível ver sua silhueta.
– Fiquem parados aí – impôs o detetive.
Eles obedeceram e pararam. Porém o homem que estava atrás do velho pareceu se surpreender e, imediatamente, deslizou para o lado e ficou visível ao detetive.
– Carnby? Carnby!
– Felipe!
Pareceu um encontro de familiares que não se viam há anos. Até mesmo Carnby se surpreendeu com sua emoção ao ver o companheiro. Na verdade o sentimento se aproximava mais do alívio.
– Pensei que você estivesse...
– Morto. É, eu sei. Também pensei que você estivesse. Mas e Aline, onde está? – disse o detetive, guardando sua arma na cintura.
– Como assim? Não está com você?
A alegria e os sorrisos nos rostos deles rapidamente se esvaíram e suas preocupações voltaram ao início. Faltava a Aline! Edenshaw, o velho que estava com eles, vendo a tristeza e a preocupação denotadas nos rostos deles, adiantou-se:
– Não se preocupem, ela está bem e está próxima, tão próxima que pensei que estivesse aqui com você – ele apontou para Carnby.
O detetive olhou para o velho índio, depois para Felipe e novamente para o índio. Felipe entendeu o que Carnby ponderava e explicou:
– Este é Edenshaw. Ele é um Abkanis, o último descendente da tribo, e também trabalha aqui. Edenshaw, este é Carnby, o detetive que lhe falei.
Eles apertaram as mãos.
– O que quis dizer com “ela está próxima”? Sabe onde Aline está?
– É uma longa história – interrompeu Felipe. – Te explico depois. Agora devemos procurar por Aline.
Carnby concordou, mas com certeza iria querer saber mais disso depois.
– É normal aquela cômoda ficar em frente àquela porta – disse Carnby a Edenshaw, apontando para a porta do primeiro andar.
Edenshaw olhou para o local indicado por Carnby e franziu o cenho.
– Certamente que não!
– Foi o que pensei – concluiu Carnby, agora subindo ao andar superior.
O piso era de madeira e, além de ranger, soava um oco ruído conforme as pessoas andavam sobre ele, principalmente os que usavam sapatos com sola dura, que era o caso de Carnby. O detetive caminhou até a cômoda e a analisou de cima a baixo, andando de um lado para o outro.
– Edenshaw, o que há nesse cômodo? – perguntou o detetive, com a voz um pouco elevada porque os outros dois ainda estavam no andar inferior.
Antes que o índio pudesse responder, alguém desesperado começou a gritar dentro daquele cômodo. Carnby não conseguiu entender o que a pessoa falava, pois o som estava muito abafado devido à cômoda. A pessoa não parava de gritar no lado de dentro e esmurrava a porta com violência.
– QUEM QUER QUE ESTEJA AÍ – gritou Carnby –, FIQUE CALMO! EU JÁ TE OUVI. VOU DESOBSTRUIR A PORTA.
A pessoa entendeu, pois imediatamente os gritos pararam.
– Felipe, ajude-me aqui com essa cômoda.
O professor subiu e ajudou Carnby a empurrar a cômoda. Nem ao menos houve tempo para que o detetive tentasse abrir a porta após ter finalmente conseguido tirar a cômoda do caminho. A pessoa do lado de dentro fez isso antes, assim que a porta foi desobstruída.
Quando Carnby e Felipe viram de quem se tratava, seus olhos se arregalaram, seus rostos resplandeceram seguidos de uma leve palidez, isso em poucos segundos. E tudo isso foi mútuo, pois a pessoa que saiu daquele cômodo também denotou os mesmos sentimentos. Tratava-se de Aline, que ficou tão alegre quanto os rapazes.
– Aline! – disseram os dois em uníssono.
– Graças a Deus vocês estão bem! – suspirou Aline.
Eles encheram a jovem etnóloga de perguntas. Ela olhava de um rosto para o outro, tentando responder a cada um e ao mesmo tempo também expressar sua satisfação em vê-los. Ela explicou, resumidamente, como fora parar naquele quarto.
– E quando ouvi passos de alguém do lado de fora do quarto eu comecei a gritar e esmurrar a porta para chamar a atenção.
– E chamou mesmo – disse Felipe.
– Mas ainda temos muito que conversar – completou Aline.
– Sem dúvida – disse Edenshaw, que estava subindo as escadas. – Porém aqui não é um bom lugar para isso. Temos que ir para um lugar seguro.
Aline encarou Carnby.
– Não olhe pra mim. Eu também o conheci agora.
– Hã... Aline, este é Edenshaw – disse Felipe. – Edenshaw, esta é Aline.
– Então o senhor é o Edenshaw? – espantou-se Aline.
– Você o conhece? – balbuciou Carnby.
– Sim... Quer dizer, não. Ou melhor, esperem aqui.
– Ei! Aonde você vai? – disse Felipe.
Aline foi até o quarto em que estivera trancada, e alguns segundos depois retornou com algo nas mãos.
– Este é o diário de Allan Morton, irmão gêmeo de Obed. Foi aqui que li a respeito de Edenshaw.
– Oh – suspirou tristemente o velho índio. – Então agora você já conhece o lado obscuro da família Morton.
– O que quer dizer? – indagou Carnby.
– Escutem, eu prometo contar-lhes tudo. Mas aqui não é o local apropriado para isso.
– Ele tem razão – disse Aline. – Vocês não sabem do que Allan é capaz. Vocês não viram o que vi.
– Ah tá! – duvidou Felipe. – Não foram vocês que quase foram atacados por um cachorro do Resident Evil.
Carnby revirou os olhos. Ele não quis alimentar a discussão e dizer que quase foi morto por uma criatura assustadora com uma interminável língua. O mesmo fez Aline.
– Bom... Então para onde o senhor sugere que devamos ir? – disse Carnby.
– Sigam-me.
Eles estavam tomando o caminho para a porta dupla do primeiro andar, a que ficava ao meio dos quadros, mas tiveram que parar. As luzes começaram a piscar e Edenshaw fez um sinal para que eles não se mexessem.
– Fiquem parados. Não façam nada.
– O que foi? – disse Carnby. – Parece que é só uma oscilação de energia.
Mas Edenshaw não respondeu, ficou parado observando tudo ao redor. As luzes agora se apagaram. Carnby e Felipe sacaram suas lanternas e iluminaram o local próximo a eles. Também estavam prontos para sacarem suas armas, mas Edenshaw falou para não fazerem isso.
– O quê? – disse Carnby. – O senhor deve estar louco. Se alguma criatura aparecer não teremos chance desarmados.
– Confie em mim – disse Edenshaw, eficaz.
– Prefiro confiar em meu revólver – devolveu Carnby.
Felipe baixou o braço do detetive, acalmando-o. Em seguida sussurrou:
– Está tudo bem. Ele sabe o que faz.
– Assim espero – grunhiu o detetive.
E o que Carnby receava aconteceu. Um brilho azulado, que todos eles conheciam bem, começou a se formar no andar inferior. O que aconteceria depois eles também sabiam: do brilho sairia uma ou mais criaturas das trevas. Restava saber que tipo de criatura surgiria.
Eles aguardaram imóveis. A calma de Edenshaw irritava Carnby. Aline segurava os braços dos rapazes, para permanecerem unidos. E então aconteceu. Do brilho azulado alguma coisa começou a se mover. Aline conseguiu assimilar dois corpos, mas Carnby achava que eram três. Felipe não arriscava um palpite, pois os movimentos confundiam.
Alguns segundos depois a criatura começou a se manifestar e sair da dimensão. O que os observadores tinham visto não eram corpos, eram patas! Oito enormes patas! A criatura tinha cerca de dois metros de envergadura e suas patas quase alcançavam toda a escada.
– É uma ta-ta-ta... – gaguejou Felipe.
– Tarântula! – completou Carnby.
– Que nojo! – exclamou Aline.
– Fiquem quietos – ordenou Edenshaw.
O aracnídeo os avistou e suas pinças começaram a bater uma na outra, como se estivessem se preparando para degustar eventuais presas.
As tarântulas têm um excelente impulso nos pulos e dificilmente um alvo consegue se esquivar dos seus rápidos ataques. E aquela parecia estar se preparando para tal. Não haveria tempo de correr, pois, dar as costas para uma aranha, seria fatal.
Edenshaw fechou os olhos e começou então a fazer uns gestos com as mãos, girando-as no ar, e começou a conjurar em uma linguagem estranha:
– Haar’nis op suneei... – uma luz branquíssima começou a brilhar na frente do índio – Solah ic’ahnai – a tarântula inclinou-se para cima e suas pinças ficaram a centímetros da cabeça do xamã, pingando um líquido pegajoso.
– Edenshaw, cuidado! – gritou Aline.
O aracnídeo investiu, mas suas pinças pareciam ter se chocado em algum tipo de metal duríssimo. A luz que brilhava na frente de Edenshaw desenhou uma espécie de campo de força, impedindo a tarântula de acertá-lo.
O xamã ainda estava de olhos fechados, conjurando. A tarântula manobrou suas presas uma, duas, três vezes, também sem sucesso, e recuou. Mas ela não desistiu. Seus enormes olhos voltaram-se para os outros três e o aracnídeo virou-se de costas. Ao presentir esse movimento, Edenshaw abriu os olhos, virou-se para os três e gritou:
– Rápido, abaixem-se.
Eles obedeceram e se abaixaram no momento exato em que a tarântula disparou uma jorrada de teia, que chocou-se contra a parede atrás deles.
A criatura virou-se novamente e ardeu-se em ira por ter seus ataques frustados, soltando um silvo animalesco. Preparou um pulo, contraindo suas patas para baixo para ter impulso. Esse era o ataque mais forte das aranhas.
Edenshaw parecia estar esperando esse momento. Sua conjuração já tinha terminado e a luz, que antes reluzia em sua frente, agora o envolveu.
– Vamos, ataque-me! – disse o xamã à criatura. – O que está esperando?
Carnby, Felipe e Aline assistiam a tudo aquilo, incrédulos. Não diziam uma palavra sequer.
E então a criatura obedeceu à voz de Edenshaw e pulou. No mesmo instante, o xamã fez um brusco movimento, ajoelhando-se. Em seguida socou o chão com uma das mãos e gritou:
– Volte para as sombras!
No local que ele socou, um fio de luz ergueu-se até o teto e, em seguida, expandiu-se, revelando uma passagem. O aracnídeo percebeu o erro que cometera e tentou, em vão, frear. Mas o impulso que tomara fora intenso demais e o resultado foi inevitável: ele atravessou o portal que o xamã criara. Assim que a criatura atravessou a passagem, esta se fechou e sumiu.
As luzes do cômodo voltaram a acender. Carnby, Felipe e Aline pestanejavam estupefatos, encarando o xamã. Carnby e Aline, que antes não davam muito crédito ao velho, agora o olhavam com admiração. Até mesmo Felipe, que já sabia a origem do índio por ter conversando com ele antes, se surpreendeu.
Edenshaw cambaleou, parecia que tinha enfraquecido após a conjuração. Carnby e Felipe correram para ajudá-lo.
– Eu estou bem. Estou muito velho para isso, mas ainda aguento. Vamos, precisamos ir para um lugar seguro antes que outra criatura ou até mesmo Allan apareça.
Sem mais delongas, eles seguiram o xamã. Após entrar e sair por algumas portas, andando silenciosamente, cuidando para que ninguém os visse, eles chegaram a um quarto.










Última edição por Cris Varella em Sab 22 Jun 2013 - 11:19, editado 3 vez(es)
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Alone in the Dark e A Ilha das Sombras - Capítulo 04 - A Magia do Xamã [+16] :: Comentários

O poder sobrenatural de Endenshaw é magnifico e os detalhes deste capítulo se sobressaíram. Deixou tudo muito visível.
Camille Heiss escreveu:
O poder sobrenatural de Endenshaw é magnifico e os detalhes deste capítulo se sobressaíram. Deixou tudo muito visível.

Muito obrigado! Edenshaw foi um grande xamã de sua tribo (mais pra frente você saberá mais dela), mas agora está velho e cansado, e essa magia quase o derrubou.
Eu adoro essa cena de Carnby aguardando para dar o bote rsrs. É tão emocionante. Mas quem se surpreendeu foi ele.
Grupo unido para lidar com uma aranha imensa... Não gosto de aranhas rs

Coitado de Edenshaw. Ter que lidar com um monstrengo desse sozinho. A descrição das cena deixou tudo tão perceptível. Foi tão abrangente que deu até calafrios rs.
 

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