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  The Waal River - Capítulo One-Shot [Livre]

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MensagemAutor
01062013
Mensagem The Waal River - Capítulo One-Shot [Livre]



Gêneros:
Universo Alternativo, Mistério, Suspense,

Clique aqui para ver as Informações Iniciais:
 


The Waal River

Capítulo Único - A Família Flue


"Roterdã, Holanda. 27 de Maio de 1830.

Antes de tudo, quero deixar algo bem claro entre nós dois. Você não é meu diário, é apenas um Caderno de Anotações que uso para fins concretos, a meu ver. Basicamente, narrarei alguns fatos decorrentes em minha vida que acho digno de outras pessoas conhecerem.

Bem, antes de qualquer coisa, sou uma mulher. Um detalhe importante que vocês devem saber antes que inicie a narrativa dos fatos é que meu marido fora assassinado.

Sim, assassinado. Seu corpo fora encontrado às margens do rio Waal, em uma cidade da Alemanha. Meu marido era dono de uma das maiores redes de comércio do mundo, o que gerou um terrível escândalo com o seu possível assassinato.

Os policiais alemães locais ─ pelo menos foi o que o policial disse-me quando me contatou a fim de informar a morte do meu marido ─ contataram que ele estava com sinais de afogamento, o que era normal para um cadáver encontrado em um rio. O maior problema nisso era que meu marido foi nadador profissional em sua adolescência. Sempre fora excelente nadador, mesmo depois de estar com a idade bem avançada, o que descartava completamente as possibilidades dele ter morrido afogado, ao menos para mim.

Mas não, as evidências não poderiam mentir. Eu, como sou uma humana, poderia facilmente fazê-lo.

Bem, como qualquer outro gerente de um negócio tão amplo e descomunal, meu marido e eu tínhamos vários investigadores próprios. Preciso aguardar que o melhor momento chegasse para contatá-los, o que provavelmente seria depois da visita do policial.

Ah sim, irei receber uma visita do policial que conversou comigo por telefone. Guardar-lhe-ei em meus aposentos, debaixo de meu travesseiro. Talvez depois, dependendo do andar desse ocorrido, eu possa escrever-lhe o que se sucedeu no caso. Cansei de ficas em lamúrias pelos cantos da minha casa, mas talvez isso seja necessário agora que o policial virá aqui.

Enfim, talvez depois eu conte-lhe mais sobre isso. Por enquanto, aguarde.

Brenda Flue.”

Brenda levantou-se de sua escrivaninha a fim de arrumar-se um pouco antes que o policial chegasse. Apesar de não ser uma visita formal que requeresse árduos preparos em seu rosto, sua vaidade fazia com que gostasse de transmitir a sensação de luxo em todas as ocasiões. Possuía orbes acinzentados e cabelos castanhos que estavam presos no momento numa espécie de coque. Sua pele era bem clara, como a de qualquer holandês da época, e possuía 25 primaveras completas.

Caminhou até a penteadeira e arrumou seus cabelos de uma forma diferente da anterior. Colocou luvas brancas que cobriam seus antebraços e corrigiu as falhas em sua beleza que lhe eram visíveis. Poucos minutos depois, uma de suas empregadas, Sra. Margaret, avisou-lhe que um oficial estava esperando-lhe na sala de estar, dizendo que havia combinado previamente o encontro.

─ Obrigada Margaret. Peça-lhe que espere um pouco que já estou descendo e pergunte-lhe se quer algo para beber.

─ Sim, senhora.

A empregada saiu com passos céleres e largos a fim de atender ao pedido rapidamente. Brenda pegou um copo e uma garrafa de uísque de seu ex-marido e sorveu um gole pequeno daquele líquido forte. Ficara um pouco vermelha, mas isso poderia ser facilmente confundido com as marcas de prantos que antes foram derramados em nome de seu companheiro fiel.

Pegou seu inseparável leque e desceu do modo mais elegante que conhecia para receber o policial. No caminho, pediu para que uma das empregadas que passava ao seu lado preparasse alguns biscoitos o mais rápido possível para fins que não especificara.

Quando chegou à sala, o policial estava de costas, observando uma coleção de livros de suspense da Sra. Flue. Quando notou a presença dela, virou-se um pouco desajeitado e disse, num tom grave:

─ Boa noite Sra. Flue.

─ Boa noite Senhor Policial. Como vão as coisas?

─ Um pouco corridas, mas nada fora do habitual. É uma pena que tal coisa tenha acontecido com a senhora, meus sinceros pêsames.

─ Bem, um dia todos nós morremos. É natural que algo assim um dia acontecesse, só não esperava que ocorresse tão cedo. Obrigada por preocupar-se comigo ─ disse, permitindo-se sorrir para o policial. ─ Mas então, como vão as investigações?

─ Bom, como o fato é algo muito recente, ainda não temos muitas informações sobre o ocorrido ─ disse o policial, com um tom de voz grave, quase autoritário. ─ Como lhe informei por telefone, as autoridades estão para concluir que seu marido morreu por afogamento, então o caso está para ser fechado. Contanto, meu superior permitiu que eu desse-lhe os detalhes que estão em nossa posse por enquanto. Não são muitos, mas talvez possa ser de alguma ajuda para seu depoimento ─ discursou, dando uma pequena pausa para refletir. ─ A única coisa fora os indícios de afogamento que possa ser útil a nosso ver é o fato de um botão da camiseta estar faltando. Agora, eu preciso coletar algumas informações da senhora, certo?

─ Entendo. Bem, antes de começarmos, aceita uma xícara de chá? ─ disse, abrindo uma oportunidade para as empregadas aparecerem com os pires, xícaras, colheres e o bule de chá a fim de servi-los. ─ Para acalmar nossos nervos antes de começarmos a fazer uma coisa tão séria.

─ Ah, obrigado. Irei acompanhá-la.

As faxineiras encheram as xícaras e uma delas distribuiu alguns biscoitos de acompanhamento, caso eles quisessem. Logo a sala estava completamente vazia novamente e o interrogatório teve início:

─ Bom, onde a senhora estava no horário do crime?

─ Em casa, tricotando.

─ Tem alguma ideia de quem possa ter cometido tal ato?

─ Não, senhor.

─ Ele falou aonde ia?

─ Sim. Perdoe-me se responder errado à sua pergunta, mas lembro-me dele ter dito algo sobre ir visitar um amigo, Sir Manfred Gekkelhuis.

─ Ah, perdão não ter dito isso anteriormente, mas o Sr. Gekkelhuis afirmou que seu marido, o Sr. Flue, teria saído de sua casa às 21 horas na noite em que o desastre ocorreu. De acordo com seu testemunho, eles tiveram uma reunião tratando de assuntos particulares, os quais não foram revelados por ele.

─ Ah, entendo... Bem, então qual o motivo da pergunta?

─ Precisamos confirmar se todos os pontos de vista conferem.

─ Certo...

Os dois fizeram uma pequena pausa para bebericar seus chás e logo voltaram ao interrogatório:

─ Bem, lembra-se de mais algum fato que queira informar-nos para ajudar no decorrer da investigação?

─ Ao que me recordo nada senhor. Caso lembre-se de mais alguma coisa, ligarei à delegacia para informar-lhes.

Os dois levantaram-se formalmente e cumprimentaram-se com um sorriso, apenas.

─ Margaret acompanhar-lhe-á à porta. Peço mil perdões que esteja dispensando-o de um modo tão rude, mas preciso resolver alguns assuntos urgentes e inadiáveis.

─ Fico muito grato que a senhora esteja querendo colaborar conosco Sra. Flue. Tenha uma boa noite!

─ Igualmente.

A empregada acompanhou o policial, sorrindo-lhe de modo afável. O policial saiu de lá rapidamente, parecendo um pouco confuso e desapontado.

Quando a Brenda, essa fora direto para seus aposentos, trocando sua roupa por um vestido leve e confortável, tirando todas as joias de valor, desmanchando seu coque a fim de deixar seus cabelos soltos e pediu para um de seus empregados preparar uma das piores carruagens que ela iria a um local pobre.

─ Ah, e por favor: Não diga nada a ninguém que eu estou saindo dessa forma, para que eles não percebam a minha ausência, certo?

─ Compreendo. Fique tranquila, não comentarei sua ausência com ninguém.

─ Entendi. Muito obrigada ─ agradeceu. Terminou de se arrumar colocando uma capa negra que lhe cobria a face e foi em direção à casa particular dos investigadores da Família Flue. Fora uma viagem não muito longa, mas cansativa devido aos inúmeros transtornos que encontraram no caminho.

Quando chegaram, Brenda reuniu todos os integrantes da equipe de investigação, incluindo o Líder, e começou a passar-lhes as instruções:

─ Olá senhores. Sei que está tarde da noite e não deveria estar aqui a essa hora, mas estou com um assunto inadiável nas mãos ─ Brenda disse, assumindo postura e entonação de voz de líder. ─ Como é do conhecimento de todos vós, meu marido morreu esses dias. A polícia está tentando desvendar o caso, mas todas as pistas apontam para um mesmo fim: afogamento. A maior incoerência com tal conclusão é que meu marido sempre foi um excelente nadador, desde a sua adolescência. Por isso, acho que a polícia esqueceu-se de considerar que tal morte pode ser, na verdade, um assassinato. O trabalho de vocês será simples: Você deverão investigar o local do crime e procurar por pistas sobre quem possa ter matado meu marido, se é que eu não estou ‘redondamente’ enganada. O objetivo de vocês será informar-me o assassino, o modo de assassinato, o porquê do assassinato e onde ocorreu para que eu possa falar com a polícia e mostrar tudo com total coerência e sem medo de errar, entenderam?

─ Sim! ─ todos disseram em uníssono.

A cidade onde Brenda morava era uma cidade calma e pacata. Qualquer pista que os investigadores encontrassem seria diretamente associada ao caso até que fosse provado o contrário.

Com qualquer grupo de investigadores, era necessário um líder para comandar os outros a fim de determinar uma linha de pensamento principal para a difusão dos resultados e a criação de uma solução. No grupo da Família Flue, essa responsabilidade era confiada nas mãos de Derrick Naaktgeboren, um homem de 45 anos casado e com três filhos, dois homens e uma mulher. Possuíra tamanha autoridade sobre aquele grupo de investigação depois de resolver um caso não resolvido pela polícia sobre um assassinato em um deserto não muito distante dali, adquirindo o respeito do Sr. Flue a ponto de persuadi-lo a dar-lhe tal cargo.

─ Bem ─ disse Derrick, levantando-se ─, faremos o seguinte: Temos alguns pontos prováveis que podemos investigar e outros que aparentemente não nos mostrarão algo útil para tal caso. Entretanto, vamos investigá-los ─ completou, pegando um mapa da cidade em sua bolsa e abrindo-o na mesa. ─ Os locais mais importantes a serem pesquisados seriam as Docas e o hotel cuja reunião fora marcada. Também precisamos ver se o bar pode servir-nos em algum ponto da investigação. Entendido?

─ Yes, my lord! ─ disseram todos, rindo de uma piada interna entre eles.

─ Certo. Aert e Andries, vocês irão investigar as Docas. Arent e Arien, vocês investigarão o Hotel. Eu e Eduwart investigaremos o Bar. Sairemos daqui amanhã bem cedo, próximo das seis horas, marcando esse local ─ frisou o “esse”, apontando ao Parque ─ como Ponto de Encontro.

(...)

Todos estavam devidamente arrumados, prontos para sair. Todos foram para seus devidos locais, sempre se atentando ao movimento à volta. Derrick e Eduwart caminharam por cerca de dez minutos, afinal era uma viagem curta, e logo chegaram ao destino. Entraram calmamente, observando tudo a sua volta. Pediram para falar com o gerente do bar, afirmando que estavam investigando a morte do Sr. Flue, e logo a moça contatou o mesmo.

Quando o mesmo chegou, convidou-os a entrar em seu escritório. Quando chegaram, ofereceu-lhes uma bebida que fora recusada gentilmente pelos dois.

─ Ao que devo esta visita inesperada?

─ Bem, nada que prejudique sua vida pessoal, senhor. Estamos investigando a morte do Sr. Flue e pensamos que talvez o senhor pudesse ter alguma informação que nos ajudasse na mesma ─ disse Eduwart, bajulando o gerente numa tentativa de conseguir alguma informação importante.

─ Hmm, entendo. O Sr. Flue vinha algumas vezes com alguns senhores e eles sentavam-se num dos bancos mais afastados do bar ─ disse, apertando o dedo. ─ Eles geralmente pediam duas garrafas de uísque e bebiam normalmente enquanto conversavam. Isso é tudo o que eu sei.

─ Senhor, entenda: se o senhor não contribuir completamente conosco, poderá ser punido por isso. Por que não nos conta a verdade logo? ─ disse

─ Mas isso é tudo o que eu sei! ─ disse, apertando o dedo novamente.

─ Isso é mentira e o senhor sabe disso ─ disse Derrick, entrando em cena.

─ Como pode estar me acusando sem provas?!

─ Quem disse que eu não tenho provas? Sou um ótimo observador, meu caro. Você está dizendo uma coisa, mas seu corpo diz outra totalmente diferente. Você está piscando constantemente, e está apertando seu dedo constantemente, dois sinais de nervosismo. O que está escondendo de nós?

─ Você é louco.

─ Não, meu caro, sou observador. E você não tem provas de que eu sou louco, não é mesmo?

O gerente começou a rir.

─ Realmente, o senhor é um ótimo investigador, senhor Derrick. Sim, eu estava escondendo uma coisa, apenas para testar os senhores. Tenho o costume de receber muitos falsos investigadores, então é hábito eu duvidar de todos que vêm até aqui. Perdoem-me ter que fazê-los passar por isso!

─ Sem problemas. Agora, conte-nos tudo o que o senhor sabe.

─ Bom, o Sr. Flue apareceu aqui na noite do assassinato. Um senhor acompanhou-o e eles logo saíram em direção ao parque. Ao menos foi o que aparentou a mim. Sou novo na cidade, mas acho que já o vi na Farmácia.

─ O senhor sabe o nome desse senhor que o acompanha? Consegue identificá-lo?

─ Não sei o nome dele, mas conseguiria identificá-lo perfeitamente.

─ Por acaso seria este aqui? ─ disse Edwuart, desenhando rapidamente as feições de Arie Borst, 35 anos, casado e dono da Farmácia local.

─ Sim, é esse homem.

─ Entendo ─ disse Derrick, pensativo. ─ Mais alguma coisa que o senhor tenha escondido de nós?

─ Não, senhor. Qualquer informação a mais que eu souber por alguém, aviso-lhes o mais breve possível!

─ Muito obrigado. Tenha um ótimo dia.

─ Igualmente.

O trio levantou-se da mesa, apertando suas mãos. Derrick e Eduwart saíram do local com passos largos, comentando algumas possibilidades de assassino.

Quando chegaram ao parque, Aert, Andries, Arent e Arien estavam esperando-os no ponto indicado, conversando sobre um assunto banal.

─ Chegaram! Como foram com o gerente? ─ indagou Aert.

─ Não fomos tão mal. Ao menos ele compreendeu nossa situação e quis cooperar. E vocês?

─ Bem, conseguimos uma única pista, que talvez seja de grande valia ─ disse Andries, tomando a dianteira. ─ Conversamos com um morador local e um mendigo e os dois confirmaram “ter ouvido um barulho de algo se espatifando na água”, como eles disseram. Sem mais.

─ Entendo. E vocês Arent e Arien, o que encontraram?

─ Bem ─ disse Arent ─, primeiramente queria dizer que, apesar de não ser uma pista concreta, achei interessante divulgá-la a vocês. Conversamos com uma balconista que trabalha no local e ela confirmou que correm alguns rumores de que o Sr. Gekkelhuis cobiçasse os bens do Sr. Flue. Porém, são apenas boatos.

─ Certo. Bem, quer anunciar nosso resultado Eduwart?

─ Com prazer. Nós conversamos com o gerente e, depois de um tempo de persuasões básicas, acabamos por descobrir que O Sr. Flue entrou no Bar com o Sr. Gekkelhuis na noite do assassinato e, julgando pela direção em que caminharam na saída, poderiam ter ido a esse parque.

─ Então temos o Sr. Gekkelhuis e o Sr. Borst como suspeitos, certo? ─ disse Arien, que não dissera nada anteriormente.

─ Sim. Mas isso não significa que ele pode ter sido o criminoso. Vamos continuar a busca.

─ Certo. Mas antes, que tal comermos em algum lugar?

─ Sim, estou morto de fome! ─ disse Eduwart, sentindo seu estômago roncar. ─ Querem comer ali? ─ disse, apontando para um restaurante italiano próximo.

─ Hmmm, parece ser bom! Vamos! ─ anunciou Derrick, andando na frente com Eduwart.

O grupo de investigadores atravessou o parque até o restaurante, onde se alimentaram rapidamente e logo discutiram os próximos pontos a serem pesquisados.

─ Antes de qualquer coisa, quero que Andries anote tudo o que dissermos, certo? Mas de forma organizada, por favor.

─ Certo. Pode deixar.

─ Então temos quatro pessoas que viram o suspeito até agora: Brenda Flue, Manfred Gekkelhuis, Arie Borst e o gerente do bar. Nossos suspeitos são Manfred Gekkelhuis e Arie Borst. Alguém deseja acrescentar algo mais?

Ninguém responde.

─ Certo. Continuando... Quais os motivos que Manfred Gekkelhuis teria para matar o Sr. Flue?

─ Ao que me parece seria apenas herança de bens ─ disse Eduwart.

─ E o Sr. Borst, quais os motivos?

─ Aparentemente nenhum, por enquanto.

─ Alguém deseja acrescentar alguma coisa?

─ O motivo do Sr. Gekkelhuis querer matar o Sr. Flue originou de boatos, lembre-se disso ─ relembrou Arent.

─ Certo. Então Arent e Arien ficarão aqui no parque, pesquisando um pouco mais. Se possível, passem no Banco para ver se encontram alguma carta de herança no cofre dele ou algo do tipo. Eu e Eduwart iremos à Farmácia para ver se Borst tem algo a dizer. Aert e Andries irão ao Chaveiro próximo das Docas para ver se eles não têm alguma informação a mais para nos oferecer. Nos encontramos no QG!

Derrick e Eduwart levantaram-se rapidamente, dividindo a conta entre os seis e pagando suas respectivas partes. Caminharam para fora do restaurante, notando que o sol começara a se pôr.

─ Vamos logo. Quero ver se a noite já podemos estar em casa sem problemas ─ Derrick disse, acelerando os passos de Eduwart.

Os dois chegaram à Farmácia num curto espaço de tempo. Entraram normalmente, notando que alguns remédios estavam posicionados errado e desordenado, e encontraram Arie no balcão.

─ Boa tarde Sr. Borst.

─ Boa tarde. O que desejam?

─ Nós estávamos passando por aqui ─ disse Eduwart, arranjando uma desculpa ─ e notamos que alguns remédios estão desordenados. Por acaso aconteceu algum desastre aqui?

─ Infelizmente tivemos alguns frascos de brucina roubados e os remédios foram todos tirados dos locais originais, como numa espécie de quebra-cabeça. Como estou sem tempo, arrumarei depois. Peço desculpas pela bagunça.

─ Ah, foram frascos de brucina os roubados? ─ Derrick indagou, parecendo um pouco ansioso.

─ Sim. Mas o que os senhores desejam?

─ Ah, precisávamos de alguns frascos vazios, mas vi que o senhor está atarefado. Agradeço pela atenção e desculpe-me pela distração!

─ Ah, realmente. Eu gostaria muito de te ajudar senhor, mas não posso mesmo! Desculpe!

─ Tudo bem. Boa Sorte com seus afazeres! ─ disse Eduwart.

─ Obrigado.

Os dois saíram apressadamente do local, conversando no caminho de volta para casa.

─ Por que quis sair da Farmácia tão rápido assim?

─ Porque eu acho que estamos perto de solucionar este caso. Ou melhor, tenho certeza! Mas preciso que volte lá amanhã de manhã e peça para falar com um funcionário qualquer, menos o Sr. Borst. Pergunte a esse funcionário se ele foi liberado mais cedo. Quando estiver com todas as peças do quebra-cabeça montadas, direi a todos você qual a minha visão do caso. Por isso, vá montando a sua a partir do que discutimos!

─ Entendi. Pode deixar!

Os dois finalmente chegaram a casa. Os outros ainda não haviam chegado, então começaram a preparar o jantar, como de costume. Logo os outros quatro chegaram e todos começaram a comer para depois discutirem as pistas encontradas.

Os seis, depois de satisfeitos, reuniram-se numa sala e começaram a dispor as pistas que encontraram.

─ Tivemos sucesso em nossa busca, dessa vez ─ disse Arien. ─ No parque, conversamos com um vendedor local e ele afirmou que a polícia investigou o local há poucos dias atrás a procura de mais pistas do assassinato do Sr. Flue. Disse que um mendigo havia dito que ouviu eles falarem sobre ter encontrado uma pista nova para o caso, mas não comentaram nada sobre isso. Passamos no banco para ver a herança a qual você havia citado e não achamos nada. Contudo, o gerente do banco informou-nos que um depósito alto fora feito no banco no dia posterior ao assassinato. Como não ouvi falar de nenhum ricaço que tenha entrado na cidade de ontem para hoje, posso quase garantir que esses dois fatores têm algo em comum. Precisamos marcar uma visita à Polícia agora!

─ Tem razão. Eduwart, seu pai não era policial?

─ Na verdade ele é policial. Se quiser, posso perguntar se eles acharam alguma pista sobre esse caso para ele.

─ Bem, então o faça. Será de grande ajuda.

─ Certo.

─ E vocês, o que conseguiram? ─ Derrick disse, virando-se para Aert e Andries.

─ Infelizmente, nada. Não no local em que nos foi designado. Passamos na biblioteca para devolvermos um livro e aproveitamos para fazer uma pequena pesquisa sobre Gekkelhuis e Borst nos jornais e livros.

─ Acharam algo de interessante?

─ Descobrimos que um irmão do Sr. Borst, chamado Christoffel, levou um prejuízo tão grande com o Sr. Flue, um faz-tudo da empresa naquela época, que cometeu suicídio. Arie jurou vingança desde então.

─ Mas esse fato ocorreu há quanto tempo?

─ Dez anos atrás. Isso é tudo o que eu sei.

─ Entendo. Anotou tudo isso em seu caderninho Andries?

─ Sim, senhor. Só preciso organizar algumas coisas e já terei uma base escrita para nós.

─ Ótimo. Agora vamos todos dormir para não termos sono amanhã!

(...)

No dia seguinte, eles tiraram uma pequena folga para esperar que Eduwart chegasse com a resposta de seu pai. Ele saíra cedo e até agora não voltara, sendo que já estava anoitecendo.

Todos estavam com uma cópia das anotações de Andries, tentando elaborar teorias concretas sobre o decorrer do assassinato a fim de responder as perguntas da Sra. Flue quando repentinamente Eduwart entra no local.

─ E então, qual a pista que eles encontraram? ─ Derrick indagou, quase que voando no pescoço dele para receber a resposta o mais breve possível.

─ A polícia encontrou uma seringa no parque, mas acabou por desconsiderar tal fato, pois não conseguiram encaixá-lo em alguma parte desse assassinato.

─ Eureka! A pista da qual eu precisava! ─ Gritaram, espontaneamente.

Quem havia gritado foram duas pessoas: Derrick e Andries.

─ Sabia que você conseguiria chegar a uma conclusão que a minha “apenas” anotando os detalhes. Qual a sua conclusão?

─ Bem ─ inspirou o máximo de ar que conseguiu para tentar acalmar-se ─, minha conclusão ainda não está pronta, mas consigo preencher os itens que a Sra. Flue solicitou. A conclusão a qual cheguei fora que o assassino seria Manfred Gekkelhuis por estar interessado em sua parte da herança. Você e Eduwart haviam dito que dois frascos de brunina foram roubados da Farmácia, o que seria um perfeito veneno para matar alguém como o Sr. Flue. Ele poderia ter matado o Sr. Flue no parque e ter levado-o até as Docas para jogá-lo no rio Waal.

─ Desculpe Andries, mas sua conclusão tem um pequeno furo: como provaremos que Manfred Gekkelhuis encontrou-se com o Sr. Flue na noite do assassinato?

─ É isso que eu ainda não consegui desvendar. Por mais que tente, não consigo pensar em uma resposta para tal pergunta. Por que será?

─ Porque sua conclusão é inválida ─ disse Arien, manifestando-se. ─ Tenho certeza de que a teoria de Derrick é mais plausível do que a sua, a julgar pelas feições dele ao dizer “Eureka!”. Por isso ─ aumentou seu tom de voz, virando-se para Derrick ─, revele sua conclusão Derrick. Tenho certeza de que não sou o único curioso para desvendar tal caso.

─ Não posso dizer nada agora, mas irei à casa da Sra. Flue atentá-la de todos os detalhes e sanar as minhas dúvidas sobre alguns assuntos que envolvam-na. Caso queiram, podem seguir-me até lá e descobrir a minha conclusão.

Os seis cavalheiros levantaram-se, vestindo os melhores trajes que possuíam para ir à casa da família Flue. Foram caminhando até o local e foram recebidos da melhor forma possível. Derrick e os outros cinco estavam em pé, esperando que a Sra. Flue saísse de seus aposentos para iniciarem a habitual reunião.

Quando a mesma apareceu no cômodo, os seis arrumaram suas posturas e ficaram calados até segunda ordem.

─ Oh, senhores ─ pronunciou Brenda, de forma suave ─ já disse-lhes que não há necessidade de esperarem por mim em pé. Acomodem-se, por favor!

Logo todos estavam devidamente acomodados e Brenda iniciou a reunião.

─ Bem, o que os senhores têm a dizer para mim?

─ Bem, desvendamos o caso do assassinato de seu marido. Mas antes, gostaria de saber um detalhe pessoal sobre a vida amorosa de vocês dois que será de suma importância para minha formulação do caso. A senhora é casada com o Sr. Flue há quanto tempo?

─ Bem, faria nove anos. Por que pergunta, senhor Derrick?

─ Porque eu acho que a senhora não saberá de uma coisa que direi. De acordo com um jornal antigo, seu marido fora um faz-tudo numa empresa de calçados. A senhora sabia disso?

─ Sim, ele havia me contado tal fato antes. O que há demais nisso?

─ Bem, ele falou para a senhora que fez o dono...

─ ...de a empresa ter um grande prejuízo? Sim, contou-me ─ disse Brenda, cortando a fala do investigador.

─ A senhora sabe que o dono dessa empresa era Christoffel Borst?

─ Sim.

─ Então a senhora tem pleno conhecimento de que o dono da empresa cometeu suicídio por causa de tal fato, certo?

─ Ele nunca me falou nada sobre isso ─ disse Brenda, pensativa.

─ Bem, mas isso ocorreu. O irmão dele, Arie Borst, é dono da Farmácia e trabalha lá. Quando eu e Eduwart fomos investigar o local, ele disse que dois frascos de brucina, um veneno forte que mata uma pessoa em pequenas doses, foram roubados do local. No momento veio-me à cabeça: “Mas não se vende brucina em farmácias”, e logo percebi que ele estava escondendo alguma coisa. Uma pista para Manfred Gekkelhuis colocou-o contra seu marido juntamente com Arie Borst na ficha de suspeitos, então tive que descartar um dos dois. Quando percebi que Manfred Gekkelhuis tinha um físico muito fraco para conseguir levar seu marido da cena do crime, que seria o Parque por razões que revelarei mais tarde, até as Docas para jogá-lo no rio ─ e sim, seu marido fora jogado no rio pelas Docas, segundo testemunhas ─, descartei-o como suspeito e precisei de algum motivo para incriminá-lo por tal ato. Vingança parece-me uma boa razão para matar alguém, não acha?

─ S-sim ─ disse Brenda, um pouco chocada com tudo o que ouvira. Arien levantou-se de seu lugar a fim de acudir Brenda e consolá-la, enquanto Derrick pegava uma folha em seu bloco de anotações para escrever alguns detalhes e entregá-los a Sra. Flue.

─ Peço desculpas à senhora por ter te deixado assim, mas é a verdade. A senhora pediu para eu fazê-lo, então o fiz.

Lágrimas mancharam o rosto da Sra. Flue, que apenas pegou um lenço e secou-as como de costume.

─ Não se preocupe comigo, estou assim desde quando ele morreu. Não é culpa sua que ele tenha morrido, e fico feliz que vocês tenham desvendado o caso para mim. Muito obrigada. Amanhã cedo irei à Delegacia mostrar tudo isso para o Delegado e veremos se a justiça será feita. Obrigada senhores, mais uma vez.

─ Não agradeça senhora, nós é que agradecemos pela senhora deposita tamanha confiança em nós seis ─ disse Andries.

─ Bem, está tarde. Não vos prenderei por mais tempo. Vou conseguir uma carruagem para os senhores!

─ Não é necessário. Iremos a pé.

─ Eu insisto ─ disse, chamando uma empregada e pedindo para ela providenciar uma carruagem. ─ Gostariam de um chá, um café, algo para beber?

─ Ah, eu aceito um café, por favor ─ disseram Andries, Aert e Eduwart. Os outros ficaram sem tomar nada.

Os sete começaram a conversar enquanto os três tomavam seus cafés. Quando terminaram, os sete despediram-se e os investigadores logo foram para casa.

Claro que aquele não era o primeiro, tampouco o último caso a ser resolvido. Mas por enquanto teriam um tempinho de paz.

(...)

Carta escrita por Brenda Flue ao Delegado explicando-o todos os detalhes do caso.

“Roterdã, Holanda. 31 de Maio de 1830

Bem, não há muito o que ser justificado sobre a morte de meu marido. Peço perdão por ter deixado-lhe tão abruptamente da última vez, mas fora necessário tal ato tamanha a minha euforia a fim de encontrar o culpado do caso que anteriormente havia sido contado a mim.

Primeiramente, vou ressaltar que não fora eu quem desvendara o caso, embora os créditos pela descoberta provavelmente virão quase que completamente ser depositados sobre mim. Quem resolvera tal caso é conhecido como Derrick Naaktgeboren e é um de meus investigadores particulares de maior prestígio. Digo, ao menos é o que me parece ao vê-lo desvendando quase todos os casos que tenho para eles.

Ontem à noite, o senhor Derrick revelou a mim e a todos os seus companheiros de equipe, baseando-se em provas irrefutáveis e incontestáveis, que o assassino sempre esteve e está entre nós. Seu nome é Arie Borst e ele é dono de nossa Farmácia local.

Com certeza não conseguirei dizer nas mesmas palavras que ele, mas minha síntese fora a seguinte:

Arie Borst provavelmente fora criado junto com seu irmão, Christoffel Borst, o qual possuía uma empresa de calçados famosíssima há dez anos. A prova de que tal afirmação é verídica pode ser constatada em qualquer jornal publicado há dez anos.

Bem, sabendo de tal fato, é necessário saber de outro ponto importante: Meu marido, na época em que trabalhava nesse local, foi o culpado por uma extraordinária dívida para com Christoffel que, sem condições de quitá-la, acabou falindo, fato este que resultou em seu suicídio.

Arie Borst jurara vingança, de acordo com um jornal da época. Esperou dez anos para que o caso fosse completamente esquecido e resolveu, enfim, cobrar a vida de seu irmão ao meu marido.

Na noite do dia 26, sabemos que ele saíra de casa a fim de encontrar-se com Sir Manfred Gekkelhuis. Porém o mesmo afirma que meu marido, o Sr. Flue, saíra do local que haviam combinado para fazerem uma reunião com vida.

De acordo com o dono do Bar, meu marido fora visto na noite do crime entrando com o Sr. Borst, sentando-se em uma mesa afastada e tomando vários drinks com ele enquanto conversavam alegremente. Quando saíram, caminharam em direção ao Parque, de acordo com a mesma testemunha.

No Parque, de acordo com relatórios da investigação de vocês, fora encontrada uma seringa, certo? Pois bem, a seringa continha um veneno forte chamado brucina que pode matar uma pessoa em pequenas doses. Posso afirmar tal fato com firmeza depois de Derrick ter feito uma visita à Farmácia a fim de investigar o local e ter conversado com o Sr. Borst sobre uma desorganização nas prateleiras. A resposta dele incriminou-o, pois dissera que a Farmácia havia sido roubada e que dois frascos do veneno citado anteriormente foram roubados.

Devo lembrar-lhe que brucina não é vendida sob hipótese alguma em farmácias, o que pode facilmente colocá-lo na cena do crime por saber o nome do veneno, ter um motivo para matá-lo e as armas necessárias para executar tal barbaridade, visto que o Sr. Borst é um farmacêutico, o que lhe dá uma pequena vantagem sobre outros de conseguir tal veneno.

Após matá-lo, arrastara seu corpo até as Docas. De acordo com testemunhas, um barulho de algo sendo jogado nas águas do rio Waal fora ouvido a noite, barulho não habitual de ser ouvido em tal horário.

Outro ponto que incrimina o Sr. Borst seria seu físico. Com certeza teria forças suficientes para levar o corpo sem problemas do Parque às Docas.

Espero que considere tais pontos Sr. Delegado. E por favor: Não leve o nome do Sr. Naaktgeboren à imprensa. Se for dar os créditos, que venham a mim. É provável que ainda precise do anonimato dele.

Brenda Flue.”



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Felipe Martins
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