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  Pais & Filhos - Capitulo 1 - Posso Dormir Aqui? [+16]

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MensagemAutor
03062013
Mensagem Pais & Filhos - Capitulo 1 - Posso Dormir Aqui? [+16]

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Gêneros:
Songfic, Terror, Drama,

Clique aqui para ver as Informações Iniciais:
 


Julho de 1990




— Nããããããoooooooo — o grito cheio de pavor cortou a madrugada e ecoou por toda a imponente mansão de estilo colonial. Empapada de suor e com lágrimas escorrendo pelas faces, a adolescente abraçava os próprios ombros enquanto chorava continuamente. Seu corpo se balançava ritmicamente para frente e para trás a espera de um conforto... Que não viria, quando a porta escancarou-se com violência.
— Droga guria, o que foi? — Abner Cohen era um homem atarracado e violento. Quando tudo corria bem, no fim do dia seu humor costumava ser péssimo, ao ser acordado no meio da noite... Era algo que beirava o assassino. — Vai calar essa boca ou o quê?
— A ja-janela papai, tem algo na janela. — a voz estrangulada e soluçante de sua filha parecia apenas aumentar sua raiva. 
Amélia sempre achou que o pai desprezasse tudo que fosse fraco e indefeso e era exatamente assim que a garota se sentia agora... Fraca e indefesa. Com passos largos e decididos o homem atravessou o quarto e com um pontapé escancarou as folhas da janela antiga que iam do chão até perto do teto.
— Não tem nada aqui *****! Está vendo? — mas a menina poderia jurar que viu um par de olhos amarelos que lhe sorriram de forma maligna a apagarem-se lentamente. — Dorme agora. É só o vento lá fora.
Sem mais nada a dizer saiu do quarto da filha, deixando-a aterrorizada na cama.
— Quero colo!
O pensamento atingiu o âmago da menina com tanta força que a deixou atordoada. Amélia não se considerava mais criança, já tinha dezessete anos, era uma mulher. Não tinha sentido esse desejo súbito e despropositado por proteção. Seu pensamento seguinte a surpreendeu mais ainda.
— Vou fugir de casa.
Assim que a ideia lhe ocorreu, começou a seduzi-la com rapidez. Com movimentos nervosos, saltou da cama e dirigiu-se ao armário no canto do quarto, tomando antes o cuidado de trancar a janela novamente.
A família Cohen era de judeus provindos da Alemanha nazista. Os avós de Amélia foram comerciantes poderosos em Berlim que haviam fugido da Europa pouco antes da segunda grande guerra. No Brasil se estabeleceram no ramo de hotelaria e construíram uma riqueza considerável. Dinheiro nunca fora problema para a menina. Seu quarto lembrava o quarto de uma pequena princesa de conto de fadas. Casas de bonecas enormes, centenas de bonecas provindas de quase todos os lugares do mundo, brinquedos exóticos.
Quando deixou de se interessar por brinquedos, seus pais haviam comprado para ela todo tipo de aparelhos eletrônicos que um adolescente desejaria: uma TV gigantesca, aparelho de som, videogames. Amélia desistiria de tudo isso por um pouco de atenção. Não que ela pensasse tais coisas, jamais formulara esses pensamentos conscientemente, mas no íntimo, sentia mais falta dos pais do que poderia admitir. Apesar de morarem na mesma casa, fazia três semanas que sua mãe se dignou a recebê-la pela última vez, trocaram meia dúzia de palavras antes que o pai a mandasse sair dali e procurar o que fazer em outro lugar.
A menina pensava nessas coisas enquanto procurava uma bolsa no armário bagunçado. Encontrou uma mochila e esvaziou seu conteúdo em cima da cama, eram cadernos, canetas e livros.
— Dane-se — pensou — Não irei voltar à escola mesmo.
 As lágrimas que ainda teimavam em escorrer pelo rosto juvenil, agora eram amargas de raiva. De todas as jóias que tinha, escolheu um pequeno pingente de rubi, em formato de rosa, cujo caule era em ouro branco, assim como o cordão em que estava pendurado. Não o escolheu pensando no seu valor, que com certeza era muito alto, mas por que fora um presente de sua avó.
Ainda se lembrava do dia em que o havia ganhado. Tinha apenas seis anos e achara muito estranho, pois era a jóia predileta da velha senhora, que nunca a tirava do pescoço. Uma tarde simplesmente chamou a neta até seu quarto e a presenteou. Suas palavras, no entanto, foram mais enigmáticas que o gesto em si.
— Aqui winzig — Amélia aprendera desde pequena, os rudimentos da língua Alemã; o suficiente para saber que a avó lhe chamava de pequenina, em parte isso a irritava, pois como qualquer criança, queria crescer logo e deixar a infância para trás, e em parte gostava do apelido, pois era algo que apenas as duas compartilhavam, ninguém mais a chamava assim — Eu gostaria que isso fosse enterrado comigo, mas infelizmente a semente que essa rosa trás dentro de si  jamais deverá voltar para baixo da terra. Então eu a lhe dou. Você nunca vai saber o quanto isso me entristece, mas sua mãe não é sangue do meu sangue, e eu nunca tive filhas, apenas seu pai. Quer dizer que você é minha única herdeira mulher. Sinto muito minha querida, mas cabe a você carregar esse fardo. Espero que um dia possa me perdoar. Eu tomei isso de uma fada e tinha mais ou menos sua idade. Quando me tornei mais velha e mais sábia me arrependi de tê-lo feito, mas aí já era tarde demais.
Algumas semanas depois sua avó falecera e Amélia nunca mais a tirou do pescoço, não seria agora que se desfaria da corrente. Independente da estória da carochinha que a acompanhava, ainda era uma recordação da velhinha que ela tanto amara. Deixou para trás todo o resto.
— Se não me querem aqui, não tem problema — pensava com fúria, enquanto separava algumas roupas velhas e enfiava de qualquer modo dentro da mochila — Vou embora. E duvido que sintam minha falta tão cedo.
Com a bagagem pronta, desceu até o escritório do pai. A antiga mansão estalava as tabuas do assoalho vez ou outra, arrancando da menina sustos de gelar o sangue. Ela quase podia sentir uma presença a perseguindo pelos corredores mal iluminados, e não pela primeira vez se perguntou por que os pais insistiam em morar naquele lugar. Por que não se mudavam para um apartamento moderno no centro da cidade. 
Já dentro do escritório, foi direto até a gaveta em que sabia que o velho guardava algum dinheiro. No local de sempre encontrou um pacote de notas de cem presas com um elástico e enfiou-o no bolso da calça.
— Um adiantamento de minhas mesadas. — disse em voz baixa e chegou à conclusão que se pedisse o dinheiro ao pai, tudo que ele exigiria em troca seria um recibo. Sem perguntas e sem interesse aos planos da filha. Tal pensamento fez com que sua decisão de fugir tornasse-se ainda mais irrevogável.
 Vasculhou a escrivaninha em busca de mais alguma coisa que lhe pudesse ser útil e para sua surpresa encontrou na gaveta de baixo varias seringas e algumas ampolas de narcóticos a base de ópio.
— Patético — pensou com repulsa — Agora o velho pulha anda se drogando.
Saiu de casa e passou pelo jardim sem sequer olhar para trás. Desviou-se ligeiramente do caminho apenas o suficiente para pisotear com satisfação as flores que a mãe tanto amava. Ganhou as ruas pela saída dos fundos. A noite estava fria e silenciosa, com um ou outro gato miando ao longe. Levantou o colarinho da jaqueta surrada que usava para proteger o pescoço do vento e apressou o passo. Não tinha idéia para onde iria, mas sabia que queria sair da cidade o mais rápido possível.
Se tivesse olhado uma única vez para trás teria visto um vulto que a seguia discretamente. Uma garota de uns cinco anos. Os cabelos loiros escorriam por baixo da touca de lã, um vestido fino era tudo que protegia seu corpinho frágil do frio da madrugada; sua face estava avermelhada por conta dos ventos gélidos e seus lábios começavam a perder a cor. Seus olhos, negros como a noite, não piscavam nunca e mantinham se fixos nas costas de Amélia. Com um movimento súbito, uma língua bifurcada, com mais de trinta centímetros saltou de sua boca e lambeu-lhe os olhos umidificando-os. Um sorriso frio assomou-se em seu rosto, agarrou com força um velho urso de pelúcia que carregava e apertou o passo para não perder a adolescente de vista.
Amélia vagou a esmo. Raramente saia de casa sem o motorista particular e foi apenas por volta das quatro da manhã que encontrou a rodoviária. O próximo ônibus para fora da cidade infelizmente só saia depois das sete. Um carro de polícia passou bem devagar, procurando por alguma atitude suspeita, e a garota achou que uma adolescente sozinha na rodoviária, em plena madrugada, talvez fosse uma atitude muita suspeita. Saiu sorrateiramente e vendo alguns mendigos, dormindo em meio a muitos cães, aproximou-se timidamente. O cheiro pestilento de álcool, urina e podridão acertou-lhe o nariz com força, tão tangível quanto um soco, mas a pequena fugitiva não iria desistir, e disse com relutância.
— Posso dormir aqui, com vocês?






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Pais & Filhos - Capitulo 1 - Posso Dormir Aqui? [+16] :: Comentários

Re: Pais & Filhos - Capitulo 1 - Posso Dormir Aqui? [+16]
Mensagem em Qui 6 Jun 2013 - 20:20 por Convidad
Se não tivesse colocado que é uma SongFic isso passaria despercebido. É totalmente de todas que eu já vi, onde as estrofes da música são colocadas por inteiro como complemento. Usar algumas frases deu toda a liberdade para brincar na história.
Gostei de ter contado um pouco do passado de Amélia com sua avó. Do jeito informal como descreve as falas.
Essa guria que a seguiu me fez lembrar da menina morta de Horror em Amityville.
No começo achei que Amélia fosse esquizofrênica, mas ela não viu a garotinha a seguindo... Então descartei essa hipótese.
Enfim... Resta continuar lendo.
Re: Pais & Filhos - Capitulo 1 - Posso Dormir Aqui? [+16]
Mensagem em Sex 7 Jun 2013 - 9:23 por Convidad
A garotinha é uma fada. Eu acho... Esse lance de fadinha boazinha ao estilo Tinkerbell nunca me convenceu. Então né... eu nunca li uma songfic, mas achei legal poder colocar os versos inteiros, como parte da história... mas isso foi uma arapuca para mim. Estou empacado em "Sou uma gota d'agua", rsrsrs... Comque contexto eucoloco isso na história? Me da uma luz aí
 

Pais & Filhos - Capitulo 1 - Posso Dormir Aqui? [+16]

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