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  Alone in the Dark e A Ilha das Sombras - Capítulo 07 - O Duelo Galáctico [+16]

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MensagemAutor
06062013
Mensagem Alone in the Dark e A Ilha das Sombras - Capítulo 07 - O Duelo Galáctico [+16]







Tema:
Alone in the Dark

Gêneros:
Ação, Aventura, Fantasia, Mistério, Suspense, Terror,

Clique aqui para ver as Informações Iniciais:
 



Plano etéreo de Elendor, lar dos deuses da luz, momento atua
l

– Allan não mostra piedade – disse Hiranos, um dos sete deuses da luz, o Mestre da Mente. Ele vigiava a Terra, atentando para desastres naturais e qualquer problema que fizesse parte da jurisdição dos deuses para ajudar. Porém sua atenção nos últimos tempos estava voltada para a Ilha das Sombras, devido às más intenções de Allan. – Ele mata simplesmente para fazer experiências bizarras, cruzando criaturas das trevas com os seres humanos. A vida se tornou banal, em sua busca pelo poder. Foi iludido por Zarel, está completamente obcecado. E o Ceifador matou o maior número de seres vivos possíveis quando foi evocado por Allan, absorvendo assim suas almas. É só uma questão de tempo para que ele se torne forte o suficiente para declarar guerra.

– De fato, Hiranos – disse Hecatonchires, o rei dos deuses. – Mas os homens têm que superar tudo isso. Os Guerreiros da Luz precisam resolver esse assunto por eles mesmos.

– Não acha que hora de intervir, Hecatonchires? – indagou Zion, o Mestre do Fogo, que também era irmão de Hecatonchires.

O rei dos deuses balançou a cabeça negativamente.

– Como pode testemunhar tamanha atrocidade sem fazer nada? – bradou Zion.

– E o que você quer que eu faça? – devolveu o rei, na mesma proporção. – Você sabe muito bem que nós não podemos fazer nada se não houver intervenção inumana em questão. Esta é a ordem natural das coisas: devemos ter fé neles para que eles tenham fé em nós. Esse é o princípio do livre arbítrio.

– E se o Portal for aberto? – disse Feny, o Mestre do Vento. – Será possível deter o fim do Mundo? Teremos força para tal?

Hecatonchires nada disse, apenas ponderou em seu trono.

– Parece que a hora de intervir chegou – disse Hiranos, que olhava atentamente para a Terra. – Allan evocou os Dois Sombrios para matar os humanos que nos ajuda.

– O quê? – o rei se levantou ferozmente de seu trono. – Eles devem ser detidos. Se algo acontecer aos Guerreiros da Luz, o Mundo sucumbirá.

– Deixe o Ceifador comigo, meu rei – se apresentou Zetalon, o Mestre dos Raios. – Eu o enfrentarei.

– Que assim seja – consentiu Hecatonchires. – Mas seja cuidadoso, o Ceifador se fortaleceu muito, não é mais o mesmo do seu último encontro.

– Estou ciente, meu rei.

– Eu cuido de Lothiel – disse Zion. – Sua arrogância me irrita.

– Muito bem – disse Hecatonchires. – Vão, meus amigos. Cumpram o seu juramento. Protejam os Guerreiros da Luz.

Os príncipes prepararam suas armas e suas armaduras e desceram à Terra.

* * *
Carnby

Mais uma vez eu estava no lado de fora da mansão, no mesmo local onde enfrentei a bizarra criatura de língua grande... Digo, enorme! Percorri todo aquele local em absoluta austeridade. Eu não queria ser surpreendido por qualquer criatura das trevas, pois eu não tinha Edenshaw para ajudar caso fosse pego.

A chuva tinha dado uma trégua. Desci a escadaria e continuei em frente. Novamente passei pelo mausoléu onde o homem havia morrido. O sangue ainda estava pelo chão, abundante, porém em uma mancha seca. Não entrei, pois não queria vê-lo de novo, ainda mais porque o cheiro cadavérico já devia estar forte.

Segui pela trilha tortuosa e avistei o meu pára-quedas enroscado nos galhos das árvores. No caminho oposto, bem adiante, havia um portão de ferro entre uma muralha, que dividia a ilha em duas extremidades: norte e sul. Para minha sorte o portão estava aberto, provavelmente alguém passou por ele recentemente, por isso minha atenção devia dobrar.

Não pude acreditar em como fui tão afortunado em chegar à charneca sem nenhum contratempo. Havia um monumento de aproximadamente cinco metros de altura esculpida em pura pedra. Era um homem com um rosto bastante austero e trajava uma couraça de guerreiro. Com a mão direita ele empunhava uma espada longa e com a esquerda se apoiava em um grosso escudo redondo. Alguma coisa me dizia que aquele monumento representava um dos sete deuses da luz.

Parei de frente para o monumento e fiquei contemplando-o por um instante. Puxei o gravador do bolso e ouvi a as palavras mágicas que Edenshaw gravou e me lembrei que deveria conjurá-las três vezes. E então comecei a conjuração: O'Goul ai, Hypor, Harnis, Korna – senti um leve tremor. – O'Goul ai, Hypor, Harnis, Korna – novamente um tremor, porém mais intenso, de modo que pó deslizava pelo monumento. – O'Goul ai, Hypor, Harnis, Korna – agora o tremor me fez desequilibrar. Uma luz começou a brilhar ao redor do escudo, e ele começou a se contorcer, ou melhor, girar. Ao mesmo tempo em que girava ele abria um orifício no centro, e este orifício ia aumentando, revelando um buraco do tamanho do escudo. Era um compartimento, e dentro dele estavam duas estatuetas de quarenta centímetros de comprimento: uma era uma águia, e outra era uma raposa.

– Vejo que o velho Edenshaw conseguiu ajuda para reunir as estatuetas – disse uma voz arrastada atrás de mim. Virei-me depressa e vi um homem alto e magro. Usava um sobretudo azul-escuro e andava com ar de superioridade.

– Quem é você? – exigi.

– Acha mesmo que seres insignificantes como vocês, ajudados por um velho que não aguenta seu próprio corpo, poderão deter o destino que aguarda o mundo? Sério, acha mesmo isso?

Com toda aquela arrogância, e falando daquele jeito, só poderia ser uma pessoa.

– Você deve ser Allan Morton, o maluco psicopata que acha que vai subjugar o mundo.

– Ora, ora, ora. Até que admiro sua ousadia. Insensato, mas admirável.

– Vindo de você, até mesmo os elogios são detestáveis – levantei o revólver para ele, pronto para disparar. – Suas loucuras acabam aqui, Allan.

Ele explodiu em uma fria gargalhada.

– É mesmo? Suponho que nesse momento eu deveria me entregar, sendo apontado por um revólver. Mas receio ter que recusar tal constrangimento. Imagine, eu, um Morton, preso. O que diria a alta sociedade?

– Você e sua família serão esquecidos depois que o mundo souber de toda a verdade macabra que se esconde nessa ilha. Dessa vez o nome da sua família não lhe salvará, Allan.

– Nada disso me importa mais, ninguém poderá me deter.

– Você é mesmo louco. Já chega, Allan, é o fim. Eu estou armado e você está indefeso.

– Você é mesmo patético, você e todo o mundo. A humanidade me envergonha e me enoja. Vocês acham que sabem de tudo e não passam de miseráveis formas de vida que morrem tentando achar uma resposta para aquilo que não podem mudar. Passam mais da metade da vida tentando achar um jeito de melhorá-la e se esquecem de viver. Mas isso está prestes a mudar. Não, meu caro, indefeso é que não estou.

Encarei-o esperando que fosse puxar alguma arma, mas não, permaneceu calmo. Eu não conseguia entender o que ele estava planejando. “Indefeso é que não estou”, o que ele queria dizer com isso?

– Chega de baboseiras, Allan. Eu não tenho tempo a perder.

– Concordo. Também não disponho de tempo para desperdiçar com um ser insignificante como você. Porém não o deixarei levar as estatuetas.

Allan sussurrou algumas palavras que eu identifiquei como conjuração. Uma figura se materializou ao seu lado e tinha o dobro de sua altura. Era um verdadeiro guerreiro, forte e eficaz. Trajava uma brilhante armadura escarlate, e havia círculos de luz que percorriam todo o seu corpo. Usava uma máscara prateada, deixando seu olhar inerte. Seus cabelos negros caíam por cima da máscara, o que o deixava ainda mais sombrio. A criatura esticou o braço direito e uma maça (uma daquelas armas medievais com haste de madeira e cabeça de ferro) se materializou em sua mão, ardendo em um brilho azul.

– Este é o Ceifador do submundo – disse Allan. – Seu corpo é feito com a essência de almas. Sim... Isso que você está vendo se movimentando em seu corpo são almas que ele absorve daqueles que mata, e parece que ele quer mais uma para a sua coleção. Seria divertido ficar e assistir a esse espetáculo, mas tenho que me preparar para o Ritual de Abertura do Portal, creio que o velho índio já lhe disse isso. Bom, até mais. Divirta-se.
Com mais uma risada sombria ele deu as costas e foi andando calmamente para o sentido oposto até que sumiu de vista.

Fiquei parado analisando a situação. Que opções eu tinha? Certamente correr não seria uma boa escolha. Atirar também não faria efeito, por isso guardei o revólver na cintura. A criatura também não se intimidava com a luz, pois, assim que ela apareceu, eu a iluminei instintivamente e nada aconteceu.

Não cheguei a nenhuma solução. Eu devia ter perguntado a Edenshaw o que fazer em situações como essa. Mas eu estava sozinho agora e devia arrumar um jeito rápido de escapar. A criatura avançou, os círculos de luz em seu corpo se movimentavam junto, o que dava uma sensação enjoativa ao fitá-las.

O Ceifador ergueu o braço pronto para me golpear com a enorme maça. Quando ergui os olhos para a arma, vi um brilho no céu se aproximar – parecia um cometa, tão rápido que meus olhos mal conseguiram acompanhar. Voltei a atenção para o Ceifador que desferiu o golpe com a maça mirando minha cabeça, no mesmo instante que o cometa mergulhou e caiu entre mim e a criatura, defendendo o golpe. O brilho quase me cegou, mas, quando me acostumei com a luz, eu pude identificar um guerreiro com o mesmo tamanho do Ceifador. Ele havia defendido o golpe da maça com seu escudo redondo, e então percebi que aquele guerreiro era o mesmo do monumento, o que significava que era um deus da luz.

O deus da luz me encarou e, num simples olhar, me fez flutuar e parar a alguns metros de distância, protegido do que seria um duelo galáctico. Fiquei admirado, contemplando a magnitude divina do deus, que se virou e encarou novamente o Ceifador.

Silenciosos, os dois Gigantes se encararam – o deus da luz, forte e confiante; o Ceifador, indignado e decidido. O Ceifador levantou sua maça em posição de defesa, segurando a arma com ambas as mãos.

– Saia de meu caminho, Zetalon – disse o Ceifador, sua voz como um rugido medonho por trás da máscara. – Este não é assunto seu.

Por um momento, o deus nada disse. Em seguida, levou sua mão ao punho da espada, pronto para desembainhá-la.

– Você não vai a lugar algum – a voz do deus soou como um trovão. – Não deixarei que faça mal algum a ele. Estou farto de sua insolência. Por eras eu esperava por esse duelo, suas crueldades passaram dos limites. Eu sou um Príncipe de Elendor, e isso significa que eu sou o Guardião dos Guerreiros da Luz também. Eu estou aqui para defendê-lo, e não será você ou qualquer outro que destituirá de minha função principal.
O Ceifador pareceu ainda mais irritado.

– Que função extraordinária a sua – zombou. – Confiar em humanos, humanos que traem sua própria raça. Isso é patético.

– Patético? Você está acatando ordens de um homem. Allan controla você como uma marionete. É essa a sua visão correta das coisas?

O Ceifador lançou ao deus um olhar de desdém, ao mesmo tempo em que levantava sua maça fulgente.

– Allan é apenas uma peça necessária no tabuleiro. Em breve ele liberará a passagem do Mundo das Trevas. E então eu terei um exército a minha disposição.

– Então é esse seu plano, liderar um ataque a esse Mundo? Para quê? O que ganhará com isso?

– Ora, um deus da luz não consegue entender o propósito disso? Muito bem, eu vou explicar. As criaturas do submundo não podem emergir a esse Mundo senão por ajuda de um homem. Você sabe como funciona: se um homem liberar o Portal, então eu poderei enfim me fortalecer sugando as almas dos humanos.

– Então será poderoso o suficiente para nos destruir e assumir o Trono de Elendor.

– Viu? Você entende rápido.

– Você está louco se acha que vamos permitir tal ultraje.

– Imaginei isso. Bom, então terei que sugar a alma de um deus da luz. Isso me ajudaria muito, me faria bem mais forte.

Zetalon empunhou sua arma, e a moveu para o ataque. A luz da espada cresceu e refletiu na máscara do Ceifador. O guardião alçou vôo e desceu para ferir o sombrio com um golpe violento de espada. Ofuscado pelo brilho da espada, o Ceifador quase não se esquivou, mas conseguiu rolar para o lado no instante preciso. Um estrondo titânico abalou a charneca, e a lâmina tocou o solo, abrindo uma fenda larga. O sombrio teria caído, não tivesse adejado em reflexo. Ascendeu às alturas, mas em seguida mergulhou, aterrissando nas costas do guardião.

Zetalon virou-se, mas não a tempo de conseguir se esquivar do ataque que o aguardava. O Ceifador investiu com a maça e acertou o escudo do oponente. O corpo colossal do deus inclinou para trás, sendo arremessado longe, e só parou quando as costas encontraram o seu próprio monumento e, rachando-o, ele escorregou para o chão.

Sentindo o impacto, o guardião viu o adversário chegar voando ao seu encontro.

– Parece que sua força não é mais a mesma, divino. Ou serei eu quem está mais forte? – ao dizer isso, o sombrio lançou-lhe uma gargalhada.

– Você é atrevido, sombrio – disse o deus. – Vou esmagar sua ousadia.

Eu, surpreendido pela escaramuça, corri para uma posição melhor para assistir ao confronto. Eis uma ocasião que eu nunca imaginaria presenciar, e com certeza lembraria pelo resto da minha vida. As coisas estavam mesmo muito sérias, pois uma intervenção divina foi necessária.

Zetalon se levantou e viu o adversário mais uma vez investir para o ataque. Parece que o deus percebeu que seu inimigo estava mesmo muito forte, e viu que era tolice se cansar com golpes repetidos. E então também correu em sua direção, esboçando um ataque.

No instante em que os dois lutadores estavam para se chocar, Zetalon se des¬viou e embainhou a espada. E em vez de deixar que o inimigo se distanciasse, simplesmente o agarrou pelo pescoço, num golpe conhecido como gravata, e alçou vôo. Surpreso, o sombrio não reagiu, à medida que era puxado para cima.

Quando, enfim, o deus da luz alcançou uma altura considerável, empur¬rou o oponente ao solo com tanta violência e rapidez que o grandalhão nem conseguiu se mexer. O Ceifador se espatifou contra o solo, abrindo uma cratera no chão. O impacto gerou um som estridente e fez a charneca tremer.

Mas o sombrio não estava incapacitado, absolutamente, apesar da força do golpe. Ciente da resistência do inimigo, Zetalon desceu voando para mais um assalto. Como uma águia, pretendia cair com as duas pernas sobre o brutamon¬tes, pressionando o rosto do adversário contra o piso estilhaçado. O perverso, porém, pressentiu a investida e saltou aos céus, para inter¬ceptar o guerreiro. No ar, Zetalon descia com a guarda afrouxada, e o Ceifador gi¬rou de baixo para cima, acertando o guerreiro com sua maça voraz.

De novo, o deus foi jogado para longe, a oeste, onde duas fileiras de pinheiros estendiam-se. O choque do corpo ar¬rancou duas árvores, e o guardião continuou em trajetória, abrindo um caminho profundo no chão.

Decidi não me aproximar. Aquele era um duelo de grandes. Era melhor assistir a distância.

Ferido, Zetalon pulou da fissura, pronto para mais um embate, furioso.

– JÁ CHEGA! – explodiu o deus.

Ergueu a espada para os céus e uma coluna de raios desceu sobre ela, tão esplendorosa quanto as mais ferozes tempestades. O Ceifador, que voava em direção ao guardião para mais um ataque, hesitou, parecia que ele conhecia o golpe que Zetalon preparava.

O corpo do deus da luz agora estava ardendo numa aura dourada. E então encarou o Ceifador, que esboçou um recuo, mas não conseguiu a tempo. Zetalon mirou a espada para o sombrio e um raio disparou contra o inimigo, acertando-o em cheio, arremessando-o ferozmente para cima. Por um instante o corpo do sombrio desapareceu nos céus, mas logo depois eu pude avistá-lo cair, desnorteado como um meteoro, até atingir o chão.

Zetalon se manteve em pé, pronto para uma eventual recuperação do adversário. Mas o sombrio, que estava com seu corpo fumegando, levantou-se com dificuldade e viu que não estava em condições de um novo embate. E com dificuldade falou:

– Ora, veja só. Foi necessário evocar a Fúria do Trovão para me derrotar? Fico lisonjeado Mestre dos Raios, mas como pode ver, esse golpe, que antes me causava sérios danos, apenas me feriu. Por outro lado, vejo que você está perdendo as forças. Em breve serei forte o suficiente para eliminar Hecatonchires e todos os deuses da luz.

– Enquanto vivermos, sombrio, isso jamais acontecerá.

– É o que veremos.

O Ceifador se contorceu e sumiu, dissipando-se no ar.

Zetalon veio até mim e por um instante ficou me encarando em silêncio. Em seguida disse:

– Meu nome é Zetalon, sou um dos sete deuses da luz. Vim para auxiliá-lo nessa demanda. Você e seus amigos não estão sozinhos. Nós, os deuses, não podemos interferir nos assuntos dos homens; mas quando há intervenção sobrenatural, a qual o homem não pode superar e quando há intento na destruição do Mundo, nós intercedemos.

Eu não sabia o que dizer.

– Precisamos da ajuda de vocês, Guerreiros da Luz. A ordem universal nos impede de interferir nos assuntos dos homens. Cabe a vocês impedir a imprudência de Allan, que nem ao menos sabe que está sendo usado por Zarel.

– Zarel? – falei, enfim.

– O verdadeiro nome do Ceifador. Ele já foi um de nós, mas, ambicioso como é, arquitetou um dia, junto com Lothiel, assumir o trono de Elendor, o plano etéreo no qual reinamos, e destronar nosso rei Hecatonchires. Até então éramos em nove: oito príncipes e um rei. Quando Hecatonchires soube da traição, Zarel e Lothiel foram expulsos e condenados a viver no submundo. Desde então, os Dois Sombrios buscam vingança. Rapidamente dominaram as criaturas das trevas, com seus poderes celestiais, fortaleceram-se, e esperam pacientemente por algum humano que tenha o coração ambicioso para abrir o Portal e liberar seus exércitos. Em sua ignorância, Allan acha que terá o poder das trevas, mas morrerá assim que o Portal se abrir, e o caos reinará na Terra. As criaturas que eventualmente aparecem aqui na ilha não se comparam com as que vivem no mundo das trevas.

– E por que vocês não impedem que isso aconteça?

– Os deuses nada podem fazer aos homens, não mudamos o seu destino nem impedimos seus intentos, mesmo sendo malignos. Mas vocês podem. Daremos suporte e protegeremos vocês dos Dois Sombrios, mas cabe a vocês impedirem Allan de prosseguir com o Ritual. Por isso vá, cumpra sua missão. Nós confiamos em vocês, o Mundo confia em vocês, Guerreiros da Luz.

Vi novamente Zetalon brilhar e subir aos céus, tão rápido quanto caiu.

Não quis abusar da sorte e corri para pegar as duas estatuetas dentro do escudo do monumento, que agora estava rachado devido ao impacto do deus, e rumei para o forte.





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Alone in the Dark e A Ilha das Sombras - Capítulo 07 - O Duelo Galáctico [+16] :: Comentários

Amor, estou toda arrepiada aqui 
Deuses *-* 
Sério mesmo. Me arrepiei inteira ao ler Carnby repetindo as palavras. Passou uma tensão pelo corpo em cada uma das vezes. 
Demais Zetalon aparecer para salvar Carnby. Olhinhos brilhando junto com os dele ao ver a luta. Apesar de ser um detetive de coisas paranormais ele nunca esperaria passar por isso. Eu queria estar lá para ver também (apesar da sua descrição ter deixado tudo muito claro rsrs)

Coisas de Deuses... Ver e se abster de fazer algo a não ser que seja imprescindível. 
Pelo menos nossos heróis terão uma boa ajuda. 

Amei!!!
 

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