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  Destinos Entrelaçados - Capítulo One-Shot [+16]

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MensagemAutor
09062013
Mensagem Destinos Entrelaçados - Capítulo One-Shot [+16]

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Gêneros:
Amizade, Ação, Tragédia, Romance,

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Destinos Entrelaçados




01/03/2013








Fernanda POV’s ON:








Sou Fernanda e tenho 30 anos de idade. Sou tradutora de livros e sou formada em medicina. Atualmente não trabalho como medica e sim como tradutora que é o que eu mais gosto de fazer.








Eu fiz medicina por causa da minha mãe. Ganhei uma bolsa, lembro que estudei durantes meses para me dar bem na prova e consegui passar com louvor. Minha vida nunca foi fácil, sempre batalhei muito para ser alguém na vida.








Quando não estou trabalhando gosto de andar de skate. Eu sei que parece estranho, se eu fosse uma adolescente até seria normal, mas uma velha como eu andando de skate pelas ruas de São Paulo.








Ando de skate desde os meus 14 anos de idade e não parei até hoje. Quem aprende a andar raramente anda por mais de dois ou cinco anos. Geralmente para. Eu não parei de andar e acredito que nunca vou parar.








Vou falar um pouco de como eu sou. Bem... Eu tenho cabelos longos negros, batem em meu bumbum e são enrolados nas pontas. Tipo aqueles cabelos de famosas, tão ligados? Tenho olhos azuis da cor do céu e a boca carnuda, típica Carioca. Sim nasci no rio de Janeiro, mas vim morar aqui em São Paulo com minha mãe.








Meus pais se separaram ainda quando eu era pequena. Meu pai seguiu a vida dele. Ele preferia a bebida e o cigarro dele do que a mim e a minha mãe que sempre amou ele. E assim eu fui vivendo.








Sempre ajudava minha mãe a vender os salgados que ela fazia. Ela também costurava roupas e levava, para ter um dinheirinho extra. Meu pai dava dinheiro quando ele podia, mas não era muito.








Ele ficou no Rio de Janeiro e eu vim para São Paulo em busca de uma vida melhor. Não que o Rio não fosse bom, mas minha mãe preferiu se afastar do meu pai. E eu nunca a culpei por isso.








Já atuei na área da medicina, eu sou pediatra. Sempre gostei de crianças. Um dia quero ter filhos. O tempo passa e eu não encontro alguém certo. Sempre que fiquei com o tipo de pessoa errada.








Decidi me fechar para o amor. Depois que meu ex me traiu fiquei depressiva. Pedi demissão do hospital em que trabalhava e fui seguir o meu caminho em meio aos livros. Ao mesmo tempo em que estudei Medicina pude estudar alguns idiomas. Consigo traduzir 7 idiomas, eu não fico me sentindo por falar tantas línguas, mas é algo difícil de se encontrar aqui no Brasil.








Já me ofereceram muitas propostas de emprego, mas eu recusei todas. E hoje estou trabalhando para uma Editora de Livros. Minha mãe me apoio em tudo, eu achei estranho, pois ela sempre disse que eu tinha que ser uma doutora.








Hoje eu acordei extremamente feliz. Estava com vontade de fazer algo que não fazia a muito tempo: Andar de Skate. Sim eu iria andar de skate.








Levantei da cama e me espreguicei, fui correndo tomar um banho quente. Este mês dera para pegar a água. Mês passado tive que tomar banho gelado. Fiquei muito nervosa com isso, pois o senhor dono do alojamento sempre deixou eu pagar a água uns dias depois do vencimento, mas pelo visto ele cansou de esperar. E quem não cansaria?








Hoje minha mãe tem seus cinqüenta e três anos. Fico com muita pena dela. Hoje ela trabalha em um hospital como faxineira. Vez e o outra ela reclama de dores nas costas. Ela sempre foi forte, mas tem certa hora que o corpo não agüenta. Toda noite antes dela dormir eu faço uma longa massagem nas costas e pernas dela.








Minha mãe é a minha rainha. Faço tudo por ela. Uma pessoa que lutou tanto para me sustentar no mínimo o que eu posso fazer é cuidar dela enquanto a velhice esta chegando.








Depois do banho coloquei um short que bate na metade das minhas coxas e uma blusa do Nirvana. Sou muito fã dessa banda. Tenho todos os discos e DVD’s de Show’s que eles fizeram.








Coloquei um all star e peguei meu skate.








Sempre gostei muito do mar. E por isso estou morando no Litoral de São Paulo. Viver aqui não é fácil, pois tudo é muito caro. A onde quer que você vá você só verá playboyzinho e patricinha metida.








Fui andando pelo curto corredor até chegar numa pequena cozinha. Minha mãe cozinhava alguma coisa.








– Estava fazendo o que mamãe? – perguntei.








– Aquele ovo mexido que você tanto gosta. – diz minha mãe sorrindo.








– Hum. Que delicia. – eu adoro a comida da minha mãe.








Depois que tomei um café bem reforçado sai de casa.








Andando distraidamente pela bela praia de Santos eu acabei não vendo um carro vindo em minha direção. Resultado: Cai no chão com tudo. O pior não foi nem a queda e sim que bati a cabeça no chão. Senti minha visão ficar escura durante alguns segundos. Abri meus olhos e vi dois pares de olhos castanhos me observarem.








– Foi mal ai. Eu não vi você mina. – diz o homem.








Ele usava um boné preto e branco e as roupas longas tipo de rapper. Senti meu braço doer e então olhei para ele. Não estava deslocado, mas havia um corte profundo. Droga precisaria levar ponto.








– Eu vou chamar a ambulância. – dizia o homem com uma mão na cabeça.








Eu até entendia o nervosismo dele. Mais não era pra tanto.








– E-Eu estou bem. – disse levantando a cabeça.








Uma senhora se aproximou de mim e disse.








– Não levante minha jovem. – ela tentou ser doce, mas o nervosismo dela falou mais alto.








– Eu só preciso de um saco de gelo e de uns pontinhos no braço. Depois vou ficar bem. – disse sorrindo para a senhora.








A senhora sorriu para mim.








– Só preciso de ajuda pra levantar. – tentei ser gentil.








Ela assentiu e me ajudou a levantar. O homem que falava pelo telefone com a policia. Policia? Mais pra que merda ele chamou a policia?








Alguns minutos se passaram e o homem ainda falava no telefone. Ouvi ao longe uma sirene, era a ambulância. Mais que carinha exagerado. Eu havia retirado um pedaço da blusa para poder enrolar no braço. Minha blusa do Nirvana! Estava chorando de ódio.








Tinha alguns arranhões nas pernas e no outro braço. Minha dor na cabeça havia passado, mas um galo nascera ali. Notei mais no homem e quase tive um ataque cardíaco ao ver quem era.








Era Alexandre! Era ele sim! Eu conhecia os CD’s dele, sempre ouvia as canções dele. Cantor de Rock consagrado no Brasil, vocalista e guitarrista da banda “Brown Jr.”. Ele sempre gostou de Santos e tudo o que é referente a tranqüilidade e mar. Imediatamente meu coração acelerou. Ta certo que eu também moro em Santos e tudo mais, tem mesmo uma grande chance de eu trombar com ele por ai, mas *******! É ele! Eu mal podia acreditar nisso. Será que bati a cabeça com tanta força assim?








Alguns para médicos vieram em minha direção fazendo uma renca de perguntas. Minha cabeça estava a mil.








– Eu só preciso de uns dez pontos no braço, gelo pata colocar nesse galo e já era. – disse aparentemente calma.








– Mais senhora...








– Eu sou medica. Pode deixar que eu sei me cuidar. – disse segura.








Um homem vestido com um terno preto veio em minha direção dizendo.








– Quanto você quer?








– Hã? – perguntei confusa.








– Quanto quer para não denunciar Alexandre a policia?








Fiquei paralisada. Ele estava me oferecendo dinheiro para não prejudicar o Xandi? Era isso mesmo? Mais que filho da ****!








– Seu merda! Você acha que eu sou o que?! Uma prostituta que é louca por dinheiro? Vai tomar no seu cu. Soca o dinheiro lá também. – disse extremamente nervosa.








Algumas pessoas que viram o acidente diziam barbaridades do cantor. Falavam que ele estava bêbado e que por isso me atropelou. Diziam que ele estava drogado. Eu não vi nada disso. Ele não parecia estar nem um pouco bêbado, apenas assustado com tudo o que estava acontecendo.








Cheguei perto dele e falei.








– Não quero seu maldito dinheiro. Nunca precisei de você pra pagar minhas contas e não é agora que vou precisar. Falou?








Ele não disse nada. Sai dali. Coloquei a mão no bolso e dei graças a Deus que tinha dinheiro para a condução. Já que meu skate quebrou. Merda. Meu skate!








Sai dali sem nem ao menos dizer um tchau a senhora que me ajudara. Fui para o ponto do ônibus e ele não demorou a chegar. Algumas pessoas olhavam para mim e perguntavam se eu estava bem. Eu disse que fui atropelada, mas que estava bem.








Desci no ponto de casa e quando cheguei minha mãe já tinha ido trabalhar. Dei mais uma vez garças a Deus. Nem quero imaginar a reação dela ao me ver assim. Toda fudida.








Estou **** até agora. Mais que cara mais atrevido. O que ele pensa que eu sou? Uma maluca que vai denunciar um astro da musica para ganhar dinheiro? Eu não. Se tem uma coisa que eu preservo é a minha dignidade e o meu caráter. Jamais gostei de sair ganhando nas custas dos outros.








Depois que limpei todos os ferimentos eu fui cuidar do meu ferimento no braço. Já que não tinha anestesia teria que ser na carne mesmo. Assim que senti a agulha entrar em minha carne dei um gritinho de dor. Estava doendo pra *******. E não parava de sangrar, depois que eu sofri o bastante decidi ir dormir.








Meu braço estava dolorido. Assim que acordei ele já estava um pouco mais melhor, mas ainda doía pra cacete. Levantei da cama e fui tomar um banho gelado. Assim que terminei de me vestir ouvi alguém bater na porta.








– Já vai! – disse vestindo uma sapatilha preta.








Assim que abri a porta levei um susto.








– Mais o que ta fazendo aqui maluco? – perguntei.








– Precisamos conversar. – diz Alexandre.








Eu fiquei encarando ele por alguns minutos. Eu sabia muita coisa dele. Era Alexandre Silva, mas todos o conhecem por Xandi, nasceu nos anos de 1970 e fundou a sua banda em 1992. Gosta de andar de skate e curte muita musica nacional, mas também curte os sons internacionais.








– Posso entrar? – perguntou ele.








Dei passagem para que ele entrasse em minha casa. Volta a fita! Como ele sabe onde eu moro?








– como me achou?








– Deixou sua carteira cair. – disse ele estendendo minha carteira.








– Hum. – peguei a carteira e guardei na gaveta. Estava tão aflita que nem dei falta da merda da carteira. Mais depois iria dar falta, iria gastar mo grana pra tirar todos os documentos novamente. Seria mo “inchessão” de saco da *****.








– O que quer falar comigo? Oferecer-me mais dinheiro? Se foi pra isso se retire de minha casa nesse instante. – disse nervosa.








– Relaxa. Não to aqui pra isso não. Eu apenas queria pedir desculpas e insistir que você tenha um tratamento correto para cuidar desses ferimentos. – disse ele.








– Olha eu sei quem você é e eu não quero nada que venha de você. Na boa, eu curto tuas musicas, mas isso já é de mais. Eu sou medica, sei o que estou fazendo, não preciso de tratamento, em quinze dias vou estar nova em folha. – disse tentando ser simpática e pelo jeito funcionou. – E eu te perdôo pelo atropelamento.








– Tem certeza que não quer nada? Eu posso comprar o que quiser.








– Não eu não quero valeu. Senta ai. – disse tentando desconversar.








Ele sentou-se na mesa e comentou.








– Sabe que eu nunca conheci uma pessoa igual a você. – diz ele.








Eu ergo a sobrancelha em sinal de duvida.








– Tipo assim, sincera e humilde. – tentou explicar.








Eu inevitavelmente corei. Essas merdas me deixando com uma vergonha da *****, não estou acostumada a receber elogios sabe? Ai fica tenso o bagulho.








Eu sorri e agradeci. Era o mínimo que eu podia fazer.








– Você tem que me comprar um skate novo e uma camiseta do Nirvana. – disse.








Ele sorriu e arrumou o boné que usava. Engraçado que em quase todas as vezes que eu via um clipe ou vídeo que ele aparecia ele sempre tava com algo que cobrisse sua cabeça, seja um boné, gorro, bandana, touca e por ai vai.








Ele usa roupas largas, admito que ele é muito bonito. Mais cai entre nos. Qual é a chance dele olhar pra uma pé rapada como eu? Nenhuma né não?








– Esta bem. Vamos lá comprar?








– E como vamos fazer isso? – perguntei desconfiada.








– Tenho meus meios.








– Hum. Esta bem. Vamos. – disse depois de pensar um pouco.








Eu e ele fomos entrar no carro dele. Nem preciso dizer que era “O carro” né? Pois bem, ele dirigiu até um Shopping que havia no centro de Santos. Muito lindo aquele lugar. Havia uma loja especializada em skates importados. Eu disse IMPORTADOS! Ele ia comprar um IMPORTADO pra mim!








– É aqui que vamos comprar seu skate. – ele disse.








Ele falava outras coisas, alguma coisa sobre marcas e outras coisas. Parei de ouvir ele falar quando vi a variedade de skates que tinha ali. *******! Iria demorar a escolher um! Isso mesmo “1”. Como queria ser rica nessas horas!








Passei mais de duas horas vendo os skates. Eles eram que nem roupas que demoramos a encontrar algo que gostamos. Assim que sai com a sacola dele uma legião de flash’s me deixaram ceginha da vista. Eram os fotógrafos filmando eu e o Xandi. Perae! EU e o XANDI?! Ai caramba! Vou aparecer na TV!








Alexandre me puxou pelo braço (que não estava machucado) e entramos no carro.








– Desculpa por isso. Não se importa não é?








– A-Acho que não. – disse ainda coçando os olhos para depois voltar a enxergar.








Depois fomos comer em um restaurante e a noite pedimos pizza. Minha mãe disse que ficaria até mais tarde então não teve problema. Eu gostei da companhia dele, me fazia rir e esquecer dos problemas. E com ele eu podia ser eu mesma e creio que ele também se sentia exatamente assim ao meu lado.








Ele pediu o numero do meu telefone e eu dei. Qual é o problema? Se fosse um sonho ele não iria me ligar mesmo. Passamos horas conversando e ele disse que tinha se separado da esposa havia 6 meses. Notei que ele tava muito mal. Os olhos dele tinham bolsas pesadas e estavam vermelhos. Minha mãe não notaria se ele dormisse aqui, ela nunca olha no meu quarto, ela pensa que eu estou dormindo e me deixa em paz.








– Você quer dormir aqui? – perguntei meia receosa.








Ele olhou em meus olhos e quase desmaiou com a intensidade que eles tinham. Eram como se tivesse um imã me puxando para perto dele. Ele também parecia sentir a mesma coisa que eu.








– Claro. Vai ser maneiro. Onde eu durmo?








– Na minha cama. E se fizer gracinhas a noite eu corto teu pênis ouviu?








Ele assentiu sorridente. Ele estava me desafiando? Ele que pegue pra ver!








Depois de mais algumas horas eu e ele fomos dormir. Ele dormiu assim que deitou em minha cama. Eu sabia que ele estava sofrendo por causa do divorcio dele. Ele estava com depressão profunda. Ele estava mais magro do que da ultima vez que o vi na TV, ta certo que dizem que a TV engorda, mas ele ta o cumulo da magreza.








Eu decidi que iria ajudá-lo a superar essa. Eu podia muito bem ajudá-lo. Não custava nada. Acabei adormecendo com esses pensamentos.








Algumas Horas Depois...








Acordei com alguma coisa prendendo minha cintura e uma respiração forte em meu rosto. Abri meus olhos e era Xandi. Não fora um sonho. Fora a mais pura realidade. De algum modo eu estava aliviada por não ser um sonho.








Xandi acordou e disse que tava atrasado para a gravação de um clipe novo. Ele me deu a chave do apartamento dele e também disse que me ligaria assim que possível. Sim pessoal ele me deu a chave do apartamento dele.








– Confio em você. De algum modo eu me sinto bem perto de você. A única coisa que peço é que não se afaste de mim.








Eu sorri e assenti, ele foi embora e alguns dias de passaram.












06/03/2013








Eu estava preocupada. Xandi ligou para mim no dia 04 e até agora não me ligou. Eu sei que ele é uma pessoa famosa coisa e tal, mas ele sempre me desejava boa noite pelo celular. Estava realmente muito preocupada. Decidi que depois de trabalho vou passar na casa dele.








Passei pelos corredores do prédio e peguei o elevador fui para a cobertura e esperei a porta abrir, meu pé batia freneticamente no chão. Meu peito se apertou e meu coração disparou. Estava com um mau pressentimento e isso não era nada bom. Toda vez que tinha esses maus pressentimentos algo ruim acontecia.








Corri em direção a porta dele e chamei.








– Alexandre! – e esperei ele atender.








Dez minutos e nada. Então decidi pegar a chave. Abri a porta e arregalei os olhos com o que vi. Estava tudo quebrado. Meu primeiro pensamento foi que entraram na casa dele e quebraram tudo. Talvez saquearam. Mais a porta tava trancada. Sinal que foi ele quem fez isso.








Passei pelos corredores, e tudo o que eu via era destruição. No quarto dele estava muitas garrafas de bebida e roupas espalhadas. Tinham CD’s quebrados e muitos moveis destruídos. Meus olhos lagrimejaram. Tive medo pela primeira vez na minha vida.








Vi sangue nas paredes. Esse sangue era dele, ao no fundo do meu coração dizia que era dele. Comecei a correr por todos os cômodos da casa. Quando parei vi que só faltava um: a cozinha.








– Alexandre? Pelo amor de Deus me responde! – disse aflita.








Há essa hora meu coração já tava lá na goela. Andei para a cozinha e foi então que eu vi. Lá estava ele. Jogado no chão com cortes em todo o corpo. O que ele fez consigo? Meu coração disparou mais ainda.








Corri até ele e vi se ainda estava respirando.








– Graças a Deus. – disse aliviada ao ver que ele respirava, fraco, mas respirava.








Peguei o celular e chamei a ambulância. Em menos de 3 minutos eles estavam adentrando o local. Foi inevitável não pensar que para as pessoas pobres eles demoram uma vida (literalmente) para chegar e prestar socorro.








Eles colocaram ele na maca e ligaram para os parentes e amigos dele avisando sobre o ocorrido. Eu fui com ele na ambulância.








– O que você é dele? – perguntou uma enfermeira.








– Eu o encontrei. Sou melhor amiga dele e por sorte sou medica. – disse.








A enfermeira não disse mais nada e tratou de ajudar o medico a cuidar de Xandi. Ao longo do caminho ele teve duas paradas cardíacas. Eu senti meu coração parar aos poucos junto com o dele.








– Você esta bem? – perguntou a mesma enfermeira.








– Estou. – disse.








– Esta muito pálida.








– Eu apenas estou assustada. – disse.








– Entendo. – disse ela. – Não se preocupe, ele voltou, ficara bem agora.








Eu assenti e assim chegamos ao hospital. Fiquei na sala de espera aguardando noticias. A mãe dele ainda não sabia do acontecido, pelo que ele me disse a mãe dele sofrera de um AVC (acidente vascular cerebral), e não podia passar por fortes emoções.








Uns amigos dele chegaram junto com os parentes.








– Quem é você?








– Eu sou amiga dele e o achei no apartamento. Prestei os primeiros socorros. – disse sentando-me em uma cadeira.








Eles não disseram mais nada. Algumas horas depois o medico disse que ele sofrera uma overdose de medicamentos misturados com cocaína e maconha. Eu fiquei chocada. Ele nunca me disse que usava essas coisas. Era por isso que ele vivia andando estranho e com os olhos tão vermelhos.








– Ele ficara bem. Quase o perdemos, mas não foi dessa vez. Ele terá alta daqui a alguns dias, ficara em observação durante esses dias. – completou o medico.








Uma semana depois...








Eu acabei por não trabalhar nessa semana. Fiquei com ele o tempo todo. Ele estava melhor. Ele se desculpou por me esconder que estava usando drogas e disse que não iria usar mais nada disso.








– Eu quase perdi você seu idiota! – disse batendo no braço dele.








– Ai! – gemeu ele de dor.








– Desculpa! Mais você mereceu! – disse nervosa.








– Eu sei. Mais agora esta tudo bem; Vamos ficar bem.








– Como assim “vamos”? – perguntei confusa.








– Você me salvou. Agora posso ver quem é que deve sempre estar ao meu lado.








– Ainda não entendi.








– Quero dizer que quero você ao meu lado. – diz ele segurando minha mão com firmeza.








Eu entendi agora o que ele quis dizer. Ele me queria ao lado dele como mulher. Eu sempre mantive algo forte por ele, desde antes o conhecer. Isso se intensificou mais ainda depois que nos conhecemos. Eu tenho certeza que algo grandioso nasceu dentro de mim e se abriu quando eu o encontrei caído no chão. Eu o amo...








Sei que parece estranho voces lerem isso, mas não acreditam em amor a primeira vista? Pois é assim que defino o que sinto por ele. Tenho certeza que se eu não agarrar essa oportunidade agora vou me arrepender para o resto da minha vida.








Eu sou a única que posso cuidar dele. Não vou deixar ele se suicidar. Preciso ficar ao lado dele, cuidando dele para sempre. Essa será a minha missão diária...








– Eu também quero ficar ao seu lado. – disse sorrindo.








Ele sorriu para mim e me puxou para um beijo calmo e inocente.








Talvez ele realmente fosse o meu príncipe encantado. Meu salvador ou até mesmo minha alma gêmea, isso eu só descobriria com o tempo. Eu e Xandi construiríamos uma nova historia.








Não posso dizer que fui “feliz para sempre”, mas que muitos sonhos foram realizados e muitos deles ao lado do meu agora “marido”. Minha vida se resume nisso ai que vocês leram. Um verdadeiro conta de fadas...








Fernanda POV’s OFF.








Fim!





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