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  Alone in the Dark e A Ilha das Sombras - Capítulo 13 - O Plano de Zarel [+16]

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MensagemAutor
27062013
Mensagem Alone in the Dark e A Ilha das Sombras - Capítulo 13 - O Plano de Zarel [+16]

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Tema do Game:
Alone in the Dark

Gêneros:
Ação, Aventura, Fantasia, Mistério, Suspense, Terror,

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Submundo, lar das criaturas das trevas e reino de Zarel
O submundo é um lugar árido, quente e oblíquo. Até o ar é pesado, opressivo e fétido. Havia, em toda parte, um assustador cheiro de morte, e ao longe ouvia-se o lamento dos condenados.
Ao centro da esplanada, havia um abismo circular, como um redemoinho no chão. Seu eixo afunilava-se até cair em uma negritude grutesca, em um ponto onde nada havia, a não ser a solidão infinita. Centenas de milhares de almas sem rosto caminhavam em fila indiana e se jogavam, sem vontade, no poço abissal. Não tinham energia ou força para reagir. Simplesmente aceitavam o destino que lhes fora imposto, de cabeça baixa e olhos passivos. Nem uma amarra os prendia, mas grupos de demônios com cara de caveira e chifres de cabra chicoteavam os passantes. Do abismo, levantava uma fumaça que impregnava todo o planalto.
Esse abismo é para onde vão as almas dos inúteis, dos suicidas, daqueles que desistiram da vida. Nem mesmo os demônios os aceitam. E sem nenhuma opção, vagam pelo único caminho que lhes resta, uma passagem para o limbo, o vazio su­premo entre as dimensões, o território do nada cósmico. Uma vez lançada ao limbo, a alma se perde para sempre na completa e total desolação do universo e não pode ser resgatada. Passa a eternidade boiando nas lufadas dos ventos mís­ticos, consciente o bastante para não se abster do terror, mas incapaz de resis­tir aos tormentos.
Bem no meio daquele vale infernal, havia uma caverna, grande e robusta, onde era o lar de Zarel e Lothiel. Como Zarel era muito mais forte que Lothiel, era o regente, e dava ordens a Lothiel. Logo à frente, o enigmático rio Styx, o mais célebre dos corredores espirituais, passava e prosseguia seu curso, desaparecendo logo depois.
O rio Styx é um grande mistério. Ninguém sabe sua origem, sua natureza, ou onde começa e termina. Sabe-se, contudo, que é um rio exclusivamente espiritual, que percorre o etéreo em locais específicos. Suas águas agem da mesma forma que os portais, transportando o viajante para algum reino superior ou inferior. O Styx tem muitas bifurcações e trilhas diferentes, todas memorizadas secretamente pelos barqueiros.
Os barqueiros são seres etéreos de procedência desconhecida. Parecem ser os únicos que conhecem a verdadeira natureza do Styx e suas rotas. Mediante o pagamento adequado, essas entidades sinistras podem levar o forasteiro a qualquer lugar.
Viajar pelo Styx sem ajuda é complicado, muitas vezes fatal. Embora as águas tortuosas do rio não sejam aparentemente nocivas, guardam perigos. De uma para outra, vertentes amenas podem desembocar em corredeiras bravias, tornando o nado impossível. Não obstante, alguns redemoinhos podem sugar os viajantes, e alguns deles são na verdade vórtices que levam a dimensões inexploradas. Além disso, muitas criaturas belicosas se escondem nas profundezas e não hesitam em atacar qualquer um que cruze seu território muitas vezes em busca de comida. Inúmeras criaturas encontraram a destruição total no leito do Styx.
Descendo por túneis obscuros da caverna, que terminavam em um gran­de salão escavado na pedra, uma galeria nascia além da passagem e estava abarro­tada de ossos, do chão às paredes. Labaredas ocasionais brotavam do solo, ilu­minando o cenário e soltando fumaça.
Apesar da amplitude da gruta, qualquer um podia sentir uma desagradável sensação de claustrofobia, talvez por causa da atmosfera enevoada, que reservava zonas de penumbra aqui e ali, ocultando inomináveis perigos.
Zarel, o Ceifador, estava no fundo da furna, elegantemente sen­tado em seu trono de crânios. Sua postura majestosa era superior a de todos. De longe, sem sua máscara, parecia um ho­mem belíssimo, de rosto juvenil, traços finos e aparência angelical. A pele era macia, delicada, e os olhos refletiam um azul profundo, tal qual o brilho do céu. Os cabelos negros esvoaçavam com as lufadas. Uma túnica de seda branca cobria-lhe todo o corpo delgado. Só havia uma única coisa que realmente o distinguia como um ser infernal: um pequenino par de chifres, do tamanho da uva, que esticavam a pela da testa, logo abaixo dos cabelos. Era por isso que sempre usava máscara.
Ele havia ganhado aqueles chifres após uma maldição imposta por Hecatonchires, onde eles nunca sumiriam se ele não abandonasse a maldade.
Em pé, a seu lado, estava Lothiel, o Cavaleiro Negro. Sendo também um deus caído, Lothiel era a principal arma de Zarel, uma espécie de comandante. Abaixo dele ainda havia uma horda de criaturas sob seu comando; todo o submundo respondia a sua magnitude. Antes, o submundo era apenas um local onde as criaturas viviam, e o lugar para as almas penadas vagavam. Mas quando Zarel foi banido de Elendor, seu vasto poder logo o tornou mestre de todos ali.
Lothiel enxergava o Ceifador com certa dificuldade, pois atrás de seu trono havia um fogo que ardia constantemente. Sendo assim, o que ele via era somente sua silhueta. Quando o fogo oscilou de cima para baixo, contudo, sua face brilhou pela escuridão: seus olhos faiscavam de ódio.
– Os deuses da luz ainda são muito fortes – falou Lothiel, com o semblante de derrota.
– Comparados a você, sim. – disparou o Ceifador. – Até mesmo as criaturas das trevas poderiam triunfar.
Lothiel reservou-se apenas ao silêncio, mas estava aparentemente furioso. Não era louco a ponto de rebater ao seu superior, podendo ser submetido a pó, principalmente em seu reino, onde seus poderes eram sobremaneira fortes.
– Sim, eles ainda estão fortes – disse Zarel, acomodando-se em seu trono. – Mas há algo que eles não sabem, um plano, que me tornará forte o suficiente para derrotar todos eles.
– E o que é, milorde?
– É altamente sigiloso. Teria que matar aquele para quem eu revelasse. Entretanto, dadas às circunstâncias, eu posso lhe revelar.
Lothiel deixou escapar um sorriso. Não era sempre, aliás, nunca seu mestre lhe demonstrara um ato de confiança como naquele momento.
Zarel, o Ceifador, se levantou de seu trono e caminhou calmamente pelo cenário. Lothiel permaneceu estático, só o acompanhava com os olhos.
– Você sabe que quando o mortal Allan abrir o Portal meus poderes se libertarão, eu poderei usá-los por completo.
– Sim, milorde, eu sei.
– Porém, mesmo assim não terei poder suficiente para derrotar os deuses da luz – Zarel continuava a andar calmamente ao redor de Lothiel.
– E o que faremos? – Lothiel franziu o cenho.
– Você conhece a magia Anima Lactans?
Lothiel balançou a cabeça.
– Imaginei que não conhecesse. É uma magia anciã, muito antiga, banida do Universo e proibida por todos os seres etéreos. Ela permite sugar a alma de um ser etéreo da mesma espécie, absorvendo sua essência mágica. Quando duas essências (duas almas) etéreas de deuses se fundem, o ser se torna poderosíssimo. E se eu somar esse poder ao poder que ganharei quando o Portal se abrir, eu poderei enfim derrotar os deuses da luz.
– É uma notícia maravilhosa, meu senhor. Mas, o senhor já batalhou contra Zetalon e não poderá retornar para a Terra até que o Portal se abra. De que deus etéreo o senhor sugará a alma?
Zarel parou atrás de Lothiel.
– Você vai adorar saber!
Zarel pousou as duas mãos nos ombros de Lothiel. A aura brilhante dos dois ardeu em seus corpos, e um movimento começou a desenhar a saída da energia de Lothiel e indo para o corpo de Zarel.
– Ah sim. Eu posso sentir seu poder correndo em meu corpo – disse Zarel, com os olhos fechados.
Lothiel não conseguia ao menos gritar, apenas arregalou os olhos e se contorcia de dor, mesmo não podendo se mover. Em seguida seu corpo começou a murchar até não restar nada mais do que sua couraça no chão.
Assim morreu Lothiel, o Cavaleiro Negro, traído por seu próprio mestre.
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